"Temos de estar muito atentos e unidos para conseguirmos ganhar este campeonato"

Treinador do FC Porto falou na condição de líder e fez um apelo à união, antes do jogo com o Rio Ave (20.30, Sport TV).

Sérgio Conceição é agora treinador do líder da I Liga, mas garante que a cara da equipa "é sempre a mesma", igual a quando estava a sete pontos do Benfica. "A cara é sempre a mesma, é a de quem quer trabalhar no limite para conseguir os melhores resultados. Não estava tudo perdido quando estávamos a alguns pontos do rival, nem agora está nada conquistado com mais um ponto. Há muitos pontos em disputa, um caminho difícil a percorrer", disse o técnico portista, na antevisão do jogo com o Rio Ave (sábado, às 20.30, Sport TV).

Como se sente na liderança? "Sinto-me normal, como todas as outras vezes que venho aqui. Às vezes mais bem-disposto, outras menos, mas sempre com vontade de responder às vossas perguntas", brincou o técnico dos dragões, antes de falar a sério sobre mais um teste difícil. "Vamos apanhar um Rio Ave que tem feito um trajeto acima da média ou de acordo com aquilo que tem feito nos últimos anos. Tem um treinador, talvez, dos mais experientes em atividade. Conhece bem os jogadores e as equipas portuguesas, apesar de ter estado fora. É um dos bons treinadores da nossa praça...", elogiou.

Carlos Carvalhal disse que preferia jogar com o FC Porto de há um mês e meio, mas para o técnico dos dragões cada jogo tem a sua própria história: "Apanhar o FC Porto há um mês e meio ou agora, não podemos dizer onde haveria mais ou menos dificuldade. A pressão está sempre associada a um grande clube, um clube histórico e que luta em cada época por títulos. Não há nada de diferente daquilo que foram as últimas semanas. É exatamente igual. Não estou aqui com qualquer tipo de falsa modéstia. Sou realista e sei muito bem as dificuldades que vamos ter até ao final da época. Temos de estar muito atentos e unidos para conseguirmos ganhar este campeonato."

O técnico portista relativizou ainda a vantagem sobre o Benfica, de um ponto, já que ainda faltam 11 finais, e pediu mais acerto aos árbitros. "Aproveito para desejar muito boa sorte aos árbitros e intervenientes num jogo de futebol, que não tiveram no ano passado, por exemplo no final do campeonato. Não estou a tentar vender a banha da cobra. Estou a falar de factos. A prestação dos árbitros não foi a melhor. Não estiveram tão bem. Tivemos nove vitórias e um empate, mesmo assim não ganhámos. Não estou tentar a criar pressão a mais ou a menos. O Benfica e FC Porto estão a lutar pelo título, desejo as maiores felicidades a todos os intervenientes do jogo", afirmou.

Apesar da liderança, as exibições da equipa têm deixado algo a desejar. Questionado sobre se a nota artística era uma fator a ter em conta, Sérgio respondeu assim: "Depois de estarmos a ganhar por 2-0 conta sempre. Os treinadores num momento são idolatrados e são os melhores. A bola bate no poste e entra, a bola bate no poste e sai. Se entra a opinião é uma, se sai a opinião é outra. Faz parte. O jogar bem, para mim, está muito associado daquilo que é o resultado do jogo. Reparem no jogo com o Santa Clara, em futebol jogado o Santa Clara não criou uma ocasião [de golo]. Tiveram duas ocasiões de bola parada. Aquilo que foi a estratégia para o jogo de jogar um jogo difícil e complicado, conseguimos conquistar a vitória com tranquilidade. A nota artística é a forma como o Sérgio [Oliveira] bateu o livre e o Marcano cabeceou."

Depois chutou para canto as perguntas sobre as buscas a clubes como o FC Porto, o Benfica e o Sporting, na sequência da Operação Fora de Jogo . "Depende da forma como queremos ver o copo meio cheio ou meio vazio. Tudo aquilo que contribuir para a maior clareza do futebol português é positivo. Quem não deve, não teme. Se as autoridades acham que tem de investigar, investiguem", afirmou o técnico, antes de jurar "pela saúde dos filhos", que esse assunto, tal como as contas negativas da SAD e o aparecimento de vários candidatos à presidência do clube não entram no balneário.

Sérgio espera que "o Dragão possa encher, e que os adeptos apoiem", mas avisou que, "vai haver momentos de grande dificuldade até ao fim da época". Por isso deixou "um apelo à unidade". "É preciso estar atento a este final de campeonato. E depois, dentro daquilo que é o nosso trabalho, dentro de 90, 95 ou 100 minutos, dar o melhor", avisou o treinador, que pela primeira vez, em muito tempo, e "infelizmente" porque foi eliminado da Liga Europa, o teve uma semana inteira para preparar o jogo da 24.ª jornada da I Liga.

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