Sindicato diz que jogadores franceses estão dispostos a abdicar do campeonato

Representante dos clubes franceses garante que os futebolistas rejeitam regressar às competições no atual contexto, lembrando que em primeiro lugar está a saúde.

O presidente do sindicato dos jogadores franceses, Sylvain Kastendeuch, assegurou que os futebolistas profissionais que representa estão dispostos a rejeitar a participação no que resta da liga 2019/20, devido os riscos associados à pandemia de covid-19.

Em artigo publicado nesta segunda-feira no jornal Le Monde, Kastendeuch garantiu que os atletas filiados na União Nacional de Futebolistas Profissionais "rejeitam o regresso à competição nas condições atuais", qualificando de "precipitada e perigosa" a eventual decisão de retomar o campeonato.

"A necessidade económica não deve sobrepor-se à saúde pública", observou o presidente do organismo sindical, numa altura em que a Liga de clubes equaciona vários cenários para o regresso em junho da competição, suspensa devido à pandemia.

Em jeito de resposta também nesta segunda-feira, a liga francesa diz que vai aguardar as recomendações da UEFA que serão apresentadas na quarta-feira, após uma reunião do Comité Executivo, onde deverão ficar definitivamente acertadas as datas dos jogos da Liga Europa e da Liga dos Campeões. O organismo que tutela os campeonatos profissionais franceses recorda ainda que já pediu pareceres a várias entidades médicas e sanitárias com o objetivo de elaborarem um protocolo de medidas a tomar para ser possível o regresso do futebol ao país.

A França é o quarto país do mundo mais afetado, depois dos Estados Unidos, da Itália e da Espanha, com um total de 19.718 mortos e mais de 152 mil casos confirmados de infeção.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 165 mil mortos e infetou quase 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 537 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 735 pessoas das 20.863 registadas como infetadas, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

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