Sérgio Conceição: "O presidente está à vontade comigo"

Treinador portista lamentou falha no acesso à Liga dos Campeões e assumiu responsabilidade da derrota frente ao Krasnodar: "Perdemos por erros meus"

"Eu nunca serei um problema para o FC Porto, gosto demasiado do clube para o ser", disse Sérgio Conceição no final da partida frente ao Krasnodar, que os dragões perderam por 2-3, resultado que acabou por ditar a eliminação portista na pré-eliminatória da liga dos Campeões.

Sobre o impacto que esta eliminação poder ter para o resto da época, desde logo privando o FC Porto de uma receita de 44 milhões de euros, Sérgio Conceição disse: "Aqui a sintonia é total, o presidente sabe que está à vontade comigo para falarmos do que for preciso."

"Tenho uma força enorme, cheguei ao clube numa altura em que FC Porto não ganhava nada há quatro anos. Fomos campeões, ganhámos a Supertaça, chegámos às finais da Taça de Portugal e da Taça da Liga, e a época passada perdemos o campeonato por dois pontos, mas estivemos nos quartos de final da Liga dos Campeões", lembrou o técnico.

"Sobre o grupo de trabalho, equipa técnica, algum jogador que possa sair, é uma conversa que vamos ter num futuro próximo em função do que é o melhor para o FC Porto", acrescentou.

"Intóxicação inédita"

Sérgio Conceição queixou-se também daquilo que considera ser um ambiente tóxico em volta da equipa. "Tem havido uma intoxicação inédita em relação à equipa do FC Porto. Já ando no futebol há muitos anos, mas nunca vi a forma com tentaram virar treinador contra a estrutura, a estrutura contra o treinador, os adeptos contra o treinador. Tem sido incrível."

Mas ressalvou: "Não foi por isso que perdemos hoje, foi por erros meus. Os jogadores deram uma resposta fantástica a uma primeira parte que foi ingrata. Estou aqui com toda força do mundo para, a partir deste resultado, ganharmos títulos esta época. Mas isso depende do que o presidente quer para equipa. Ninguém gosta de perder, o nosso lugar é na Liga dos Campeões e vamos estar na Liga Europa, compreendemos a tristeza e frustração dos adeptos, é a mesma que a nossa."

"Assumo o meu erro"

"É ingrato e cruel sofrer um golo aos dois minutos, numa falta de atenção, depois um segundo golo, em que estávamos a atacar e nasce de dois ou três ressaltos e há uma transição do adversário, e na terceira vez que rematam à baliza, aproveitando uma descompensação, fizeram o 3-0", lamentou o treinador portista.

"A partir daí ficou difícil, mas os jogadores reagiram de uma forma fantástica, com acreditar e querer, e mesmo que por vezes com pouco discernimento, tiveram convicção de que podiam dar a volta uma primeira parte muito ingrata. Os jogadores quiseram dar o melhor, mas houve erros individuais como também os há da minha parte. Somos um grupo e assumo o meu erro, dando cara", finalizou, garantindo que "se voltasse a fazer a equipa para o jogo faria da mesma forma".

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