"Schumacher pensou retirar-se após a morte de Senna"

Revelação foi feita por Flavio Briatore, na altura diretor da Benetton, escuderia onde o piloto alemão corria no ano de 1994.

A história de sucesso de Michael Schumacher na fórmula 1 podia ter sido bem diferente, inclusivamente a conquista dos sete títulos de campeão do mundo.

De acordo com Flavio Briatore, antigo diretor de várias escuderias, o piloto alemão quis abandonar a fórmula 1 após a morte de Ayrton Senna, em maio de 1994. Ou seja, mesmo antes de conquistar o seu primeiro título de campeão.

"O Schumacher mudou depois da morte do Senna. Pensou seriamente em retirar-se na sequência do trágico acidente. Felizmente, para todos nós, continuou a correr", contou Briatore numa entrevista ao jornal alemão Kölner Express.

Na mesma entrevista, o então diretor da Benetton, revelou como a escuderia contratou Schumacher na altura: "Não tínhamos dinheiro para contratar um bom piloto, um campeão, uma estrela consolidada. Todos se riam de nós e por isso tivemos de procurar um talento. Não gostavam de nós, não gostavam de ver uma marca de roupas a superar as lendas. Depois quando viram o Michael Schumacher todos se calaram."

Ayrton Senna morreu em maio de 1994, no circuito de Imola, quando perdeu o controlo do seu Williams e bateu com violência num muro. Foi precisamente neste mesmo ano que Michael Schumacher, que corria pela Benetton, conquistou o primeiro de sete campeonatos do mundo.

Schumacher, cujo estado de saúde é um dos segredos mais bem guardados desde que em dezembro de 2013 teve um acidente enquanto fazia ski nos Alpes Franceses (sabe-se apenas por alguns relatos que está numa cama com lesões graves), venceria mais seis vezes o título mundial - 1995, 2000, 2001, 2002, 2003 e 2004.

Nesta segunda-feira, a mulher de Michael Schumacher, Corinna, quebrou o silêncio, mas não adiantou muito sobre o verdadeiro estado de saúdo do marido.

"Ele fez tudo por mim. Nunca esquecerei a quem tenho de agradecer. Este é meu marido Michael. Podem ter certeza de que ele está nas melhores mãos, e que estamos a fazer tudo o que é possível para o ajudar. Por favor, entendam que estamos apenas a fazer a vontade do Michael mantendo um assunto tão sensível como a saúde, como sempre foi, em privado", disse à revista She.

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