Salvio não recupera e falha jogo da Taça de Portugal com o Arouca

O extremo argentino recupera de lesão, bem como Yuri Ribeiro. Vlachodimos, Fejsa, Franco Cervi e Castillo ficam de fora por opção

O argentino Salvio não é opção para o treinador Rui Vitória para o jogo desta quinta-feira (20.45 horas), no Estádio da Luz, com o Arouca, a contar para a 4.ª eliminatória da Taça de Portugal.

O extremo faz parte do boletim clínico do Benfica, encontrando-se a recuperar de uma entorse no tornozelo esquerdo, também o defesa-esquerdo Yuri Ribeiro não está disponível para a partida, uma vez que sofreu um "estiramento do ligamento lateral interno do joelho esquerdo" durante a partida da seleção de sub-21 com a Polónia.

Entre as ausências, contam-se ainda Jardel, por castigo, bem como Vlachodimos, Fejsa, Franco Cervi e Castillo, que estiveram ao serviço das respetivas seleções e ficam de fora por opção.

Na lista constam os nomes de Corchia, Lema, Ferreyra e Krovinovic que, segundo Rui Vitória, deverá ter os primeiros minutos da temporada, depois de recuperar de uma grave lesão.

Eis a lista completa de convocados:

Guarda-redes: Svilar, Bruno Varela;

Defesas: Germán Conti, Grimaldo, Rúben Dias, Corchia, Lema, André Almeida;

Médios: Gabriel, Alfa Semedo, Zivkovic, Krovinovic, Pizzi, Samaris, Rafa Silva, João Félix, Gedson Fernandes;

Avançados: Jonas, Seferovic, Ferreyra.

Exclusivos

Premium

Viriato Soromenho Marques

Madrid ou a vergonha de Prometeu

O que está a acontecer na COP 25 de Madrid é muito mais do que parece. Metaforicamente falando, poderíamos dizer que nas últimas quatro décadas confirmámos o que apenas uma elite de argutos observadores, com olhos de águia, havia percebido antes: não precisamos de temer o que vem do espaço. Nenhum asteroide constitui ameaça provável à existência da Terra. Na verdade, a única ameaça existencial à vida (ainda) exuberante no único planeta habitado conhecido do universo somos nós, a espécie humana. A COP 25 reproduz também outra figura da nossa iconografia ocidental. Pela 25.ª vez, Sísifo, desta vez corporizado pela imensa maquinaria da diplomacia ambiental, transportará a sua pedra penitencial até ao alto de mais uma cimeira, para a deixar rolar de novo, numa repetição ritual e aparentemente inútil.

Premium

Maria do Rosário Pedreira

Agendas

Disse Pessoa que "o poeta é um fingidor", mas, curiosamente, é a palavra "ficção", geralmente associada à narrativa em prosa, que tem origem no verbo latino fingire. E, em ficção, quanto mais verdadeiro parecer o faz-de-conta melhor, mesmo que a história esteja longe de ser real. Exímios nisto, alguns escritores conseguem transformar o fingido em algo tão vivo que chegamos a apaixonar-nos por personagens que, para nosso bem, não podem saltar do papel. Falo dos criminosos, vilões e malandros que, regra geral, animam a literatura e os leitores. De facto, haveria Crime e Castigo se o estudante não matasse a onzeneira? Com uma Bovary fiel ao marido, ainda nos lembraríamos de Flaubert? Nabokov ter-se-ia tornado célebre se Humbert Humbert não andasse a babar-se por uma menor? E poderia Stanley Kowalski ser amoroso com Blanche DuBois sem o público abandonar a peça antes do intervalo e a bocejar? Enfim, tratando-se de ficção, é um gozo encontrar um desses bonitões que levam a rapariga para a cama sem a mais pequena intenção de se envolverem com ela, ou até figuras capazes de ferir de morte com o refinamento do seu silêncio, como a mãe da protagonista de Uma Barragem contra o Pacífico quando recebe a visita do pretendente da filha: vê-o chegar com um embrulho descomunal, mas não só o pousa toda a santa tarde numa mesa sem o abrir, como nem sequer se digna perguntar o que é...

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

"O clima das gerações"

Greta Thunberg chegou nesta semana a Lisboa num dia cheio de luz. À chegada, disse: "In order to change everything, we need everyone." Respondemos-lhe, dizendo que Portugal não tem energia nuclear, que 54% da eletricidade consumida no país é proveniente de fontes renováveis e que somos o primeiro país do mundo a assumir o compromisso de alcançar a neutralidade de carbono em 2050. Sabemos - tal como ela - que isso não chega e que o atraso na ação climática é global. Mas vamos no caminho certo.