Amnistia? Rogério Alves lembra que "não está prevista nos estatutos"

O presidente da Mesa da Assembleia-Geral do Sporting reagiu ao pedido apresentado por sócios ligados ao ex-presidente Bruno de Carvalho. E lamentou também a forma como foi divulgada a auditoria ao clube

Rogério Alves referiu na noite de terça-feira que a possibilidade de amnistia para os sócios expulsos não está prevista nos estatutos do clube. Em entrevista à Sporting TV, o presidente da Mesa da Assembleia Geral falou sobre o pedido de uma reunião magna por parte de um grupo de nove associados ligados a Bruno de Carvalho, que clama uma amnistia para os sócios que foram expulsos, como o antigo presidente.

"Tenho o mesmo respeito por todos. Mas é preciso dizer a todos os sportinguistas algo que é óbvio: AG? Amnistia? Pessoalmente não tenho nada contra a discussão de ideias, ideias novas. Já disse que quero rever os estatutos... Terei todo o gosto em discutir a amnistia, mas parece-me óbvio que os estatutos não a preveem. Decretar-se uma amnistia implica sempre uma revisão de estatutos. A Mesa da AG e o seu presidente ainda não foi notificada de recursos, nomeadamente de Bruno de Carvalho e Alexandre Godinho, sobre a sua expulsão. Recorreram para o CFD, que se o admitir, vai enviar para mim, que convocarei uma AG para o efeito para revogar - ou não - uma decisão do CD", explicou.

O líder da Mesa da AG leonina lamentou ainda a forma como foi divulgada a auditoria do clube na comunicação social. "Para o universo sportinguista foi mau que a auditoria fosse revelada desta forma, não era a forma como a direção estaria a pensar divulgá-la, mas aconteceu. Vai fazer-se aquilo que já foi anunciado, uma participação, não só ao Conselho Fiscal e Disciplinar do próprio Sporting, mas também às autoridades", disse Rogério Alves à Sporting TV.

O dirigente acrescentou que a direção 'leonina' "está a fazer tudo o que está ao seu alcance para descobrir o que aconteceu e perseguir os responsáveis, se forem detetados".

"Há uma coisa lógica: o facto está consumado. Agora, a nossa preocupação é minorar os estragos, não é estar permanentemente a esfregar na ferida, a lamuriar, a culpar a direção", disse.

A reação de Rogério Alves segue-se a uma carta dos antigos candidatos 'leoninos' José Maria Ricciardi, Dias Ferreira e Fernando Tavares Pereira, que criticaram a direção do Sporting e pediram atos ao presidente da Mesa de Assembleia-Geral.

Em carta enviada a Rogério Alves, os três ex-candidatos, derrotados por Frederico Varandas nas últimas eleições, manifestam "profunda preocupação" e "indignação pela instabilidade que vive o Sporting Clube de Portugal, causada pela divulgação pública da auditoria de gestão ao mandato da direção de Bruno de Carvalho".

Na mesma missiva, que foi conhecida na terça-feira passada, os três signatários lamentam que tenha sido tornada pública a auditoria, pedindo que se averigue como saiu para a "praça pública".

"Como é que a Direção do Sporting Clube de Portugal e da SAD, presidida pelo Dr. Frederico Varandas, permite que se divulgue na íntegra a mesma [auditoria], incluindo dados confidenciais e críticos para o negócio do nosso clube e SAD, que expõem a vida de jogadores, treinadores e funcionários?", questionaram.

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