Ricardo Quaresma e o covid-19: "Esta batalha não se ganha nas redes sociais"

Jogador do Vit. Guimarães foi alvo de uma fraude e pede às pessoas para não sucumbirem ao medo. "Os nossos treinadores são aqueles que estudaram medicina e ciência, são eles que nos vão valer nesta pandemia"

Ricardo Quaresma fez um apelo, em jeito de alerta, para que as pessoas não se deixem sucumbir ao medo da covid-19 e dessa forma permitam que alguém se aproveite disso. "Sei que muitos estão com medo, mas não deixem que alguns se aproveitem do vosso medo para espalhar notícias falsas. Esta batalha não se ganha nas redes sociais. Esta batalha ganha-se na forma como cumprimos o que nos é pedido por quem sabe", pediu o jogador do Vitória de Guimarães no Facebook.

O jogador já tinha denunciado o uso indevido da sua imagem. Alguém em nome de Quaresma prometia, através de perfis falsos nas redes sociais, dar 5 mil euros a quem ficasse em casa durante a pandemia. "Uma fraude" que o extremo denunciou na quinta-feira. Já esta sexta-feira o jogador de 37 anos reforçou a mensagem. "Sei que não está fácil para ninguém, que muitos estão a passar dificuldades, mas não nos podemos virar uns contra os outros nestas horas tão difíceis. Se todos fizermos a nossa parte vamos conseguir resistir, e um dia destes, quando o vírus passar, vamos voltar a ter os estádios cheios de alegrias", pediu o vimaranense.

Para o internacional português é hora de todos serem jogadores e deixarem que quem sabe oriente a equipa: "Os nossos treinadores são aqueles que estudaram medicina e ciência, são eles que nos vão valer nesta pandemia. Os nossos heróis são os médicos, os enfermeiros e todo o pessoal que está na linha da frente. A todos eles o meu muito obrigado por tudo o que estão a fazer."

Quaresma "gostava" de, nos anos de carreira que ainda lhe faltam, "voltar a ver os estádios cheios de adeptos a apoiar as suas equipas". Para já não é possível, mas ele espera um dia olhar para estes tempos de pandemia e recordar como a humanidade ultrapassou esta adversidade. "Quando nós formos velhinhos, gostava que todos pudéssemos recordar estes tempos que vivemos com orgulho pela forma como vencemos [a covid]. Não me deixem ficar mal, prometi ao meu filho que ia voltar a gritar pelo pai no estádio", escreveu o campeão da Europa pela seleção em 2016.

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