Rapinoe pede ajuda a Ronaldo, Messi e Ibrahimovic para mudar o futebol

Norte-americana juntou a Bola de Ouro ao prémio da FIFA The Best, para melhor jogadora do ano de 2019.

Megan Rapinoe foi coroada segunda-feira passada em Paris como a melhor jogadora do mundo. O papel que teve no título mundial dos EUA foi determinante para vencer a Bola de Ouro, prémio entregue pela France Football.Na entrevista que deu à revista francesa, a jogadora americana mandou alguns recados aos melhores jogadores da atualidade e pede-lhes que sejam mais interventivos na luta contra a discriminação, nomeadamente em casos de racismo e sexismo.

"Apetece-me gritar: 'Cristiano, Messi, Ibrahimovic, ajudem-me!' Essas grandes estrelas não participam de nada quando há tantos problemas no futebol masculino. Terão medo de perder tudo? Podem acreditar nisso, mas não é verdade, quem tiraria Cristiano ou Messi do mundo do futebol por uma declaração contra o racismo ou sexismo?", questionou Rapinoe.

Ativista LGBT, fala abertamente sobre isso e espera que os prémios ajudem: "Esta Bola de Ouro recompensa-me duplamente. Por um lado, sou uma jogadora muito boa. Por outro lado, as pessoas entendem que eu ajo para encontrar soluções para os problemas da nossa sociedade. A ideia é capacitar os outros a falar em voz alta."

Além de tudo isto, a jogadora, que tornou pública a sua homossexualidade em 2012, também colabora com organizações como a Athlete Ally, que luta contra a homofobia no mundo do desporto, e a Common Goal, que incentiva as atletas de elite a doar 1% do salário para causas relacionadas com a justiça social. E faz questão de garantir o espaço das mulheres em entrevistas que muitas vezes são dominadas por homens, parando de responder quando eles se atropelam nas perguntas.

Felizmente, segundo Rapinoe, ela tem a sorte de ter talento "para liderar lutas". Estou cansada de viajar para conferências, reuniões ... Mas as coisas precisarem melhorar no nosso mundo, e eu estarei na linha de frente", garante a americana.

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