Raphinha conta como a morte e a droga lhe roubaram muitos amigos

O brasileiro do Sporting recorda as origens humildes e revela que tem um projeto social para dar uma vida melhor às crianças do bairro onde nasceu, em Porto Alegre

O extremo brasileiro Raphinha, que o Sporting contratou no início da época ao V. Guimarães, revelou em entrevista ao portal brasileiro Goal que teve uma infância complicada, durante a qual viu a morte e a droga levarem-lhe muitos amigos.

"Vi muita coisa acontecer, alguns amigos meus de infância já não estão vivos, outros estão envolvidos no tráfico de drogas... Tudo isso mexe muito comigo. Como não consegui ajudá-los na infância, penso então em ajudar as crianças de hoje", revelou, explicando que tem um projeto com o seu pai "para ajudar as crianças carentes, fazer com que elas mudem de vida e encontrem uma outra realidade", principalmente no bairro onde nasceu, em Porto Alegre.

"Quero tirá-las do mundo das drogas, muitas delas têm os pais presos ou que são traficantes... O nosso objetivo é a mudança de foco. Quero um futuro melhor para elas", justificou.

A recuperar de uma lesão, Raphinha está entusiasmado em Alvalade, destacando os "dois bons meses" que teve antes de se lesionar. "Trabalho para dar o meu máximo, mas confesso que estou surpreendido com a forma como os adeptos me têm tratado", disse.

O brasileiro admitiu que "foi especial" ter sido contactado por Jorge Jesus no início do ano para se transferir para Alvalade. "Ele disse que me queria no Sporting e que o projeto era bom. Isso acabou por ser essencial na minha decisão de vir para o Sporting. Seria uma honra trabalhar com ele, mas infelizmente não aconteceu. Quem sabe um dia..."

Sobre o novo treinador dos leões, o holandês Marcel Keizer, Raphinha disse tratar-se de "uma pessoa muito boa" que "procura conversar com os jogadores, gosta de saber como eles sentem", algo que considera ser "essencial para obter resultados dentro do campo".

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