Rafa abriu caminho a uma vitória com passos seguros

O Benfica venceu em Paços de Ferreira por 2-0. Foi o 15.º triunfo consecutivo da equipa de Bruno Lage na I Liga, que deixa para já o FC Porto a dez pontos, antes de receber o Gil Vicente.

E vão 15 vitórias consecutivas do Benfica na I Liga. Desta vez foi, por 2-0, em Paços de Ferreira, onde a equipa de Bruno Lage entrou a todo o gás chegou a uma vantagem confortável e passou boa parte da segunda parte a gerir a partida.

Com mais este triunfo os encarnados chegam aos 51 pontos e deixam, para já, a dez pontos o FC Porto, que só irá jogar na terça-feira, em casa, com o Gil Vicente. Mas mais do que os três pontos, este jogo mostrou uma grande saúde psicológica dos campeões nacionais, que mostraram saber o que fazer em todos os momentos do jogo, com tranquilidade e confiança, como que sabendo que o golo iria aparecer a qualquer momento.

A grande surpresa no onze do Benfica foi a titularidade de Rafa Silva, o herói do anterior triunfo no dérbi em Alvalade, que entrou para o lugar de Chiquinho. E o extremo revelou uma grande importância na estratégia de Bruno Lage para surpreender um Paços de Ferreira combativo e que vinha de uma série de quatro jogos sem perder e sem sofrer golos.

Águias a construir muitas oportunidades

Os pacenses até entraram melhor na partida com Pepa a ordenar aos seus jogadores uma pressão muito forte ao portador da bola do adversário. E o resultado disso foram perto de dez minutos em que o Benfica mostrava dificuldades em iniciar a construção do seu jogo, com os dois primeiros cantos a pertencerem à equipa da casa.

Só que aos poucos os encarnados assentaram o seu jogo, privilegiando as saídas a partir da sua defesa, procurando os passes em profundidade para as alas ou para Rafa Silva, que jogou no eixo do ataque bem perto de Carlos Vinícius.

O primeiro sinal de grande perigo foi dado por livre de Grimaldo, ao qual Ricardo Ribeiro se impôs com uma grande defesa para canto, do qual surgiu um cabeceamento de Vinícius à barra. Pouco depois Pizzi abriu o marcador, mas o lance foi anulado por fora-de-jogo.

O Benfica chegava facilmente a zonas de finalização, mas no momento de rematar havia sempre um pé da defesa contrária ou aparecia o guarda-redes a brilhar. O Paços tinha dificuldade em chegar à área encarnada, onde Rúben Dias e Ferro impunham a sua lei, e só o conseguia através de pontapés de canto e num deles a bola sobrou para Stephen Eustáquio que obrigou Vlachodimos a uma excelente defesa, naquela que foi a melhor oportunidade de golo dos pacenses.

Só que a equipa de Bruno Lage estava com o pé no acelerador, à procura do golo até que Rúben Amorim lançou a velocidade de Rafa, que se desembaraçou de um defesa e abriu o marcador. Estava feito o mais difícil. Mas no último lance da primeira parte Rúben Ribeiro negou o segundo golo a um remate de Pizzi.

Vinícius marca e Benfica gere o jogo

O 2-0 acabou por surgir logo no início do segundo tempo quando Rúben Dias voltou a lançar a velocidade de Rafa... o cruzamento rasteiro apanhou Carlos Vinícius sozinho na área, tendo só de encostar para o seu 11.º golo na I Liga.

A partir desse momento o jogo foi outro. O Benfica recuou as suas linhas, dando a iniciativa ao Paços de Ferreira, para que depois pudesse aproveitar os erros para partir em contra-ataques rápidos para dilatar a vantagem.

A consequência desta mudança estratégica foi uma equipa pacense com mais tempo de posse de bola, mas tirando um remate de Diaby para defesa de Vlachodimos, outra vez na sequência de um canto, o Paços de Ferreira não conseguiu chegar com perigo junto da baliza benfiquista.

As oportunidades de golo escassearam e os minutos foram passando com o Benfica a gerir o andamento do jogo, muitas vezes preferindo reter a bola do que arriscar no passe para procurar uma situação perigosa. Ainda assim, o triunfo encarnado até poderia ter sido mais dilatado, não fosse Seferovic falhar na pequena área o 3-0 quando estava sozinho na pequena área e sem guarda-redes na baliza.

Na prática, o Benfica preferiu dar passos seguros para garantir aquele que foi o 18.º triunfo em 18 jogos fora de casa desde que Bruno Lage é treinador principal. Quanto ao Paços de Ferreira mostrou ser uma equipa que sabe o que quer, não tem medo de arriscar e que nesta altura começa a justificar o facto de estar já acima da zona de despromoção, depois de um início de época muito complicado.

A Figura - Rafa Silva

O extremo benfiquista chegou a Paços de Ferreira motivado com os dois golos que deram o triunfo ao Sporting e o jogo até nem lhe começou a correr bem, com algumas receções falhadas provavelmente fruto da longa paragem que teve. Só que aos poucos foi entrando na partida e começou a criar problemas à defesa adversária, quer com tabelas com os companheiros, quer com a sua velocidade. Marcou o primeiro golo, assistiu para o segundo e mostrou que poderá ser uma arma poderosa para o que resta da época.

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FICHA DO JOGO

Estádio Capital do Móvel, em Paços de Ferreira (9146 espectadores)
Árbitro: Manuel Oliveira (Porto)

Paços de Ferreira - Ricardo Ribeiro; Jorge Silva (Zé Uilton, 79'), Marco Baixinho, André Micael, Oleg Reabciuk; Stephen Eustáquio, Mohamed Diaby (João Amaral, 68'), Pedrinho; Adriano Castanheira (Murilo Freitas, 68'), Douglas Tanque, Hélder Ferreira
Treinador: Pepa

Benfica - Vlachodimos; André Almeida, Rúben Dias, Ferro, Grimaldo; Pizzi (Taarabt, 76'), Weigl, Gabriel, Franco Cervi; Rafa Silva (Jota, 89'), Carlos Vinícius (Seferovic, 80')
Treinador: Bruno Lage

Cartão amarelo a Douglas Tanque (25'), André Micael (38'), Weigl (40'), Jorge Silva (71') e Rafa Silva (89')

Golo: 0-1, Rafa Silva (39'); 0-2, Carlos Vinícius (48')

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