Portugal Masters: Steven Brown vence e dois portugueses no 27.º lugar

Golfista inglês garantiu permanência no circuito em 2020.

O golfista inglês Steven Brown conquistou o primeiro título do European Tour no 13.º Portugal Masters, que terminou este domingo no Dom Pedro Victoria Golf Course, onde Ricardo Melo Gouveia e Tomás Silva ficaram no top 30.

Steven Brown, de 32 anos, encerrou a participação no torneio português, dotado de 1,5 milhões de euros em prémios monetários, com 267 pancadas, 17 abaixo do par do traçado algarvio, mas só garantiu o triunfo quando o sul-africano Brandon Stone encerrou o buraco 18 no par, para totalizar 268 'shots' e ficar à margem mínima de levar a decisão do título num play-off.

"É de loucos pensar o quanto joguei bem no último mês e o quão mal joguei nos primeiros três meses do ano. Nunca pensei que isto fosse acontecer. Estava em contagem decrescente para ficar pronto para a Escola de Qualificação. Nas últimas semanas, psicologicamente, estive muito calmo. E, mesmo hoje, gostei do facto de ter corrido atrás e não ter tentado apenas fazer um bom resultado", explicou o campeão e sucessor de Tom Lewis.

Graças à vitória, o sexto inglês a triunfar no Portugal Masters embolsou um prémio de 250 mil euros e ascendeu do 150.º ao 69.º posto da Corrida ao Dubai, garantindo, assim, a permanência no European Tour no próximo ano.

Entre os portugueses, Ricardo Melo Gouveia e Tomás Silva terminaram na 27.ª posição, com um agregado de 276 pancadas, oito abaixo do par.

O profissional algarvio conseguiu seis 'birdies', nos buracos 4, 5, 12, 15, 17 e 18, mas não conseguiu evitar três bogeys (6, 8 e 11), para assinar um último cartão com 68 pancadas, três abaixo do par.

"Foi uma volta um bocadinho mais complicada. Não estive tão bem nos greens e senti também mais dificuldade do tee. Foi uma volta mais atribulada, mas foi bom acabar com dois birdies", afirmou.

Depois de falhar o "objetivo de vencer o Portugal Masters para assegurar a manutenção no circuito europeu em 2020" ou "garantir pontos suficientes para ir à última fase da Escola de Qualificação", Ricardo Melo Gouveia confessou ter ficado "um pouco desiludido", embora defenda ter sido "uma participação positiva" e se mostre confiante para o desafio na segunda fase da Escola.

"Sinto que o meu jogo está cada vez melhor. É uma questão de afinar um ou outro aspeto que não estiveram tão bem esta semana e acho que tenho ótimas hipóteses de voltar ao European Tour no próximo ano", finalizou.

Tomás Silva, que chegou a estar 10 abaixo do par no agregado, cometeu um deslize no buraco 18 e, com um duplo 'bogey', encerrou a sua participação com uma última volta em 70 pancadas, após assinar seis birdies (nos buracos 4, 5, 8, 12, 15 e 17) e três bogeys (7, 11 e 14).

"A bola estava um bocadinho a descer, meio escondida num buraco, e a bandeira estava difícil. Tínhamos planeado só meter a bola no green, fazer dois putts e ir embora, mas acabei por dar um mau shot. Mas, acho que aquele shot não pode caracterizar a minha participação neste Portugal Masters. Senti-me muito bem ao longo de todo o torneio e acho que fica uma participação muito positiva da minha parte", defendeu.

Tal como Melo Gouveia e Tomás Silva, Tiago Cruz considera ter protagonizado uma boa exibição no Dom Pedro Victoria Golf Course, onde registou um total de 278 pancadas, oito abaixo do par, e ficou no 40.º lugar do leaderboard.

"No total dos quatro dias, acho que foi bastante positivo. Infelizmente a volta de ontem [sábado] não me correu como queria, mas saio de cabeça erguida e sinto que podia estar a jogar ao mais alto nível", frisou Tiago Cruz.

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