Pelos menos três jogadores dos Patriots planeiam boicotar visita à Casa Branca

Política racial de Donald Trump na origem do boicote. Esta já não é a primeira vez que os campeões recusam participar na receção oferecida pelo presidente dos EUA.

Pelo menos três jogadores dos Patriots planeiam boicotar as celebrações na Casa Branca, do título da Super Bowl (futebol americano), conquistado no domingo. Duron Harmon, Jason McCourty e Devin McCourty disseram que iriam recusar a visita. Em causa as recentes posições do presidente Donald Trump em relação a atletas profissionais, especialmente depois dos seus ataques a Colin Kaepernick, o ex-São Francisco 49ers, que se ajoelhou durante o hino nacional nos jogos em 2016 em protesto pela brutalidade policial em relação aos afro-americanos.

"Eles não me querem na casa branca", disse Harmon após o jogo de domingo à noite ao repórter do TMZ Sports. E quando questionado se em vez disso iria visitar Barack Obama ele respondeu: "Obama venha ter connosco. Nós adoramo-lo muito por aqui."

Também os irmãos McCourty admitiram não ir à Casa Branca na tradicional receção aos campeões promovida pelo presidente dos EUA.

Quando Trump convidou os Patriots para a Casa Branca após a vitória no Super Bowl em 2017, pelo menos duas dezenas de jogadores boicotou o evento, incluindo Tom Brady, que alegou ter a mãe doente, e Harmon e Devin McCourty também não compareceram. Na época, um porta-voz Patriots explicou que foram à visita 34 jogadores, um número semelhante aos que foram à Casa Branca em 2004 e 2005 com o presidente George W. Bush. Já com Obama, em 2015 foram 50 os atletas presentes no evento.

O boicote dos jogadores pode não agradar ao dono da equipa. O proprietário dos Patriots, Robert K. Kraft, é um apoiante de longa data de Donald Trump e considera-o um amigo, embora o tenha criticado na ocasião do caso de Kaepernick. Além disso, Bill Belichick, o treinador, escreveu uma carta de apoio para ao atual presidente antes de ele ganhar as eleições de 2016.

No ano passado, Trump retirou o convite ao campeão Philadelphia Eagles depois de ter perceebido que quase todos os jogadores e treinadores iam boicotar a visita. Em 2017, fez o mesmo com os Golden State Warriors, da NBA (basequetebol) depois de ouvir Stephen Curry dizer que não pretendia ir.

Já em 2012, Tim Thomas dos Boston Bruins (hóquei) recusou participar na receção aos campeões por considerar que o governo de Obama tinha aumentado o seu poder de controlo, ameaçando os direitos, liberdades e a propriedade de cada um individualmente, escrever na época num comunicado. Declaração que foi muito contestada na época.

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