Fim da era Ronaldo. O novo melhor do mundo é Luka Modric

Médio croata ganhou o Prémio The Best na gala da FIFA, em Londres, numa cerimónia em que não esteve presente Cristiano Ronaldo

Acabou o domínio de Cristiano Ronaldo. À terceira edição, o prémio The Best premiou outro futebolista que não o capitão da seleção portuguesa. Tal como faziam crer os sinais acumulados antes da cerimónia, o novo melhor do mundo chama-se Luka Modric, o médio da seleção croata e do Real Madrid que já tinha arrecadado também o prémio de melhor jogador do ano para a UEFA e do de melhor jogador do último campeonato do mundo.

Modric bateu assim a concorrência de Cristiano Ronaldo e do egípcio Mohamed Salah, os outros dois finalistas do prémio atribuído pela FIFA, e tornou-se o primeiro jogador a furar o duopólio de Ronaldo e do argentino Messi nos prémios de melhor do mundo desde 2008 - o último jogador a ganhar um prémio de melhor do ano para a FIFA sem ser Ronaldo ou Messi tinha sido o brasileiro Kaká, em 2007.

No discurso de vitória, o médio croata começou por endereçar os parabéns também a Mohamed Salah e Cristiano Ronaldo pela "fantástica época" que tiveram. E acabou a constatar que "este prémio mostra que todos os sonhos podem tornar-se realidade, com trabalho árduo e alguma sorte", agradecendo ainda a fonte de inspiração que foi, para ele, "a geração de 98" da Croácia, que chegou às meias-finais do Mundial desse ano, em França, e em especial o capitão Boban: "O meu ídolo e inspiração".

A gala da FIFA, em Londres, ficou de resto marcada pela ausência do internacional português, agora ao serviço da Juventus, que terá alegado razões desportivas para não marcar presença na passagem de testemunho, pretendendo concentrar-se no jogo que a Juventus tem na próxima quarta-feira frente ao Bolonha, em jornada da Série A italiana.

"Cristiano leva isto muito a sério"

"Cristiano leva estas coisas muito a sério", tinha afirmado Luka Modric, à entrada para o Royal Festival Hall, onde decorreu a gala da FIFA. O médio croata revelou que desta vez, ao contrário do que sucedera aquando do prémio da UEFA, não trocou mensagens com o português: "Não, desta vez não falei com ele."

Cristiano Ronaldo também já não tinha estado na cerimónia de melhor do ano da UEFA, fazendo então valer a seu sentimento de injustiça por não ter sido o premiado.

Também o argentino Lionel Messi, que pela primeira vez em 12 anos não fez parte dos três finalistas a um prémio de melhor do ano da FIFA, esteve ausente em Londres esta segunda-feira, com o jogador do Barcelona a alegar motivos familiares.

Segundo o jornal Marca, a ausência dos dois craques que têm dominado os prémios na última década não caiu bem junto da FIFA, com o jornal a citar fonte do organismo a referir que Messi e Ronaldo "estão a desprestigiar o futebol" ao não marcarem presença na gala em Londres: "Prejudicam o desporto e prejudicam-se a eles próprios.

Luka Modric, de 33 anos, teve uma época recheada de êxitos, muitos deles partilhados com Cristiano Ronaldo no Real Madrid: mais uma Liga dos Campeões, a Supertaça europeia, a Supertaça espanhola e o Mundial de clubes. Além disso, foi a principal figura da seleção da Croácia que pela primeira vez chegou a uma final de um campeonato do mundo de futebol (onde foi derrotada pela França) e foi mesmo eleito o melhor jogador do torneio, disputado na Rússia no último verão.

"A melhor temporada da minha vida", disse o croata, ainda antes de ser anunciado como The Best.. Agora, tem um troféu para o comprovar.

CR7 no onze ideal

Cristiano Ronaldo pode ter ficado sem o prémio, mas não ficou em branco na cerimónia da FIFA. Pela 12.ª temporada consecutiva, o avançado português integrou o onze do ano, assim composto:

De Gea; Daniel Alves, Raphael Varane, Sergio Ramos, Marcelo; Luka Modric, N'Golo Kanté, Eden Hazard; Lionel Messi, Kylian Mbpapé e Cristiano Ronaldo

Outros prémios

Jogadora do Ano: Marta

Prémio Fair-play: Lennart Thy

Adeptos do ano: Adeptos de Peru

Melhor treinador de futebol feminino: Reynald Pedros

Melhor guarda-redes: Thibaut Courtois

Melhor treinador: Didier Deschamps

Prémio Puskas (melhor golo): Mohamed Salah

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