O futebol pode ser só um detalhe na Arena Portugal

Apesar do desconhecimento e do desinteresse, há quem não hesite em parar por um momentos no Terreiro do Paço, em Lisboa, para ver a bola. Ou fingir que vê

Carolina, 20 anos, ia a passar no Terreiro do Paço, em Lisboa, quando viu, no ecrã gigante da Arena Portugal, que o jogo entre a Croácia e a Dinamarca deste domingo, a contar para os oitavos-de-final do Mundial 2018, na Rússia, estava empatado a uma bola aos 16 minutos. Só não conseguiu perceber de que parte.

"Ainda não me habituei a esta contagem do tempo. Aqui contam até aos 90 minutos. No Brasil, contam até aos 45 minutos na primeira parte e, na segunda parte, voltam a contar até aos 45", explica a estudante universitária, natural do Brasil, residente no Porto e turista por uns dias em Lisboa. Acabou por ficar até ao intervalo, apesar de a partida não ser entre as duas seleções que a entusiasmam. Não é a única.

Naiara, por exemplo, vive na Grande Lisboa e está a mostrar a cidade, na companhia da filha, à cunhada e à sobrinha, australianas. Não são nem o Brasil nem Portugal que jogam, mas não deixa de ser - justifica a cidadã brasileira -, "um jogo da Copa do Mundo". Emma é mais direta: "Este jogo não me interessa". Já o miúdo diz apenas, enquanto brinca com o cabelo da mãe, que não gosta de futebol.

"Não é o desporto mais popular em Los Angeles", lembra, bem-disposta, a matriarca de uma família norte-americana de visita a Lisboa. O que não quer dizer que a Arena Portugal não possa ser uma atração. Prova disso é o empenho com que procura o melhor ângulo para mais uma fotografia da capital portuguesa. Afinal, dali, não é difícil "apanhar", a par da multidão, o Tejo e os torreões do Terreiro do Paço, dois dos seus principais cartões-de-visita.

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