O alerta do presidente do ATP: "É muito possível que não haja ténis este ano"

Pandemia lançou o caos na modalidade. Prioridade até ao final do ano são a realização dos Grand Slam e sete torneios Masters 1000. Mas não se sabe se será possível.

O aviso foi feito por Andrea Gaudenzi, o presidente da Associação de Tenistas Profissionais (ATP). Neste ano de 2020 pode não haver mais jogos de ténis, reconheceu este responsável durante uma entrevista conjunta com os media italianos, e citado pelo jornal espanhol AS. Para já, a temporada está suspensa até ao dia 13 de julho na sequência da pandemia de covid-19 e o torneio de Wembley foi mesmo cancelado. Mas para o líder do ATP o cenário pode ser bem pior. Tudo vai depender da evolução da pandemia.

"Ninguém sabe quando o ténis pode voltar, por isso nesta altura não faz qualquer sentido pensar em provas lá para agosto ou setembro. São tudo cenários hipotéticos e não vale a pena batermos com a cabeça na parede por algo que pode não acontecer, porque é muito possível que não haja ténis este ano", disse Andrea Gaudenzi. O líder do ATP apontou uma data definitiva para se conhecer o futuro da modalidade: "Se não voltarmos a jogar logo no inicio de setembro, duvido muito que o possamos fazer mais para a frente."

A intenção de Gaudenzi é contudo que voltem a existir competições. E nesse sentido, devido ao aperto dos calendários devido à paragem, a prioridade passa por disputar os Grand Slam e pelo menos sete torneios Masters 1000: "O desafio é muito simples. Temos de tentar jogar o máximo de torneios possíveis nas semanas que vamos ter à nossa disposição para preservarmos as classificações e dar entretenimento ao nosso público. Represento a ATP, mas os Slam são os Slam. Temos as finais do ATP previstas para novembro, mas o meu desejo é que nessa altura os jogadores possam ter disputado os dois Grand Slam e sete eventos Masters 1000, e que assim seja possível coroar o melhor jogador do mundo."

Andrea Gaudenzi diz que está a viver uma corrida contra o tempo e que todos os dias tenta resolver um puzzle com cada vez mais peças. "Já criámos umas 50 versões possíveis para o calendário desta época e todos os dias somos obrigados a refazer o plano. Por exemplo, a O2 Arena de Londres está unicamente disponível para as finais do ATP durante uma semana (de 15 a 22 de novembro)", indicou, explicando depois um pouco do plano para a temporada caso seja possível jogar.

"Estamos a trabalhar na possibilidade de termos uma época de terra batida de quatro semanas depois do US Open. O melhor seria que se realizasse no verão, na América do Norte. Mas com sete Masters 1000 e dois Grand Slam não haverá muito espaço. Caso o US Open seja suspenso (está previsto de 24 de agosto a 12 de setembro), o cenário seria ainda mais grave, porque aí seríamos obrigados a fixar uma data para novembro ou dezembro."

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