Ministério Público investiga 'saco azul' de 2,5 milhões no Braga

Denúncia deu origem a um inquérito sobre transações sem fatura, ou com faturas falsas, na SAD do clube presidido por António Salvador. A SAD do Braga nega e diz que há tentativa de extorsão por parte de um ex-diretor do clube

O Ministério Público está a investigar a eventual existência de um 'saco azul' na SAD do Sporting de Braga. O inquérito-crime foi iniciado após uma denúncia anónima ter apontado que foram transacionados cerca de 2,5 milhões de euros sem fatura ou com recurso a faturas falsas, revela o Jornal de Notícias. A Procuradoria-Geral da República confirmou que o inquérito foi aberto e corre no DIAP de Braga.

O Jornal de Notícias adianta que a denúncia anónima continha 19 pontos em que eram expostos as supostas transações ilegais. Aponta para comissões na transferência de jogadores, viagens, pagamento para garantir o silêncio do guarda-redes Cássio Oxemine, jantares da campanha de António Salvador, presidente da SAD, e até a contratação de um bruxo.

A SAD do Braga nega as acusações e diz serem falsas. Aponta que se trata de uma vingança do ex-diretor geral do Braga, João Gomes, despedido por justa causa, com contornos de extorsão.

Segundo o clube presidido por António Salvador, João Gomes terá exigido 250 mil euros e um Mercedes para não denunciar as faturas falsas. Acabou despedido mas recorreu aos tribunais e o caso será julgado em outubro no Tribunal de Trabalho de Matosinhos.

Ainda há um outro inquérito, resultante da queixa da SAD do Braga contra João Gomes por tentativa de extorsão.

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