Miguel Oliveira mantém o número 88 em 2020 numa grelha com três novidades

Português terminou o Mundial no 17.º lugar, com 33 pontos.

Miguel Oliveira (Tech3 KTM) vai manter o número 88 na próxima época do Mundial de MotoGP, de acordo com a lista oficial divulgada esta terça-feira pela organização do campeonato.

O português, que fez toda a carreira nas classes inferiores com o número 44, viu-se obrigado a trocar a numeração utilizada na sua mota no início desta temporada para não colidir com o espanhol Pol Espargaró (KTM), que já usava o 44.

Na listagem dos pilotos inscritos para 2020, destaque para a confirmação de 22 motas na grelha de partida, incluindo três novidades.

A KTM oficial do sul-africano Brad Binder (número 33), a KTM do espanhol Iker Lecuona (número 27), que será companheiro de Miguel Oliveira na Tech3, e a Honda oficial do espanhol Alex Márquez (número 73), novo companheiro de equipa do irmão e campeão do mundo, Marc Márquez.

De fora deverá ficar o francês Johann Zarco, que a meio de 2019 decidiu abandonar a KTM, apesar de ter negociado um lugar na Reale Avintia Racing, com uma Ducati privada de 2019, nos últimos dias.

De acordo com a lista oficial hoje divulgada, o checo Karel Abraham e o espanhol Tito Rabat são os donos das duas motas disponíveis na marca.

Terminou em 17.º, com polémica e uma lesão que o levou à sala de operações

No seu primeiro ano na categoria rainha do motociclismo ao serviço da Red Bull KTM Tech 3, o piloto português alcançou alguns bons resultados e, por vezes, até bateu os pilotos de fábrica, Pol Espargaró e Johann Zarco. O seu melhor resultado em 2019 foi um oitavo lugar no Grande Prémio da Áustria.

Apesar do ano positivo, a época não terminou da melhor maneira para Miguel Oliveira. O jovem de 24 anos caiu em Silverstone, no Grande Prémio da Grã-Bretanha, e lesionou-se no ombro. Uma lesão que acabou por levar o português à sala de operações e o impediu de alinhar nas últimas corridas da época. O piloto português terminou assim o mundial de MotoGP no 17.º lugar com 33 pontos.

A época não acabou sem uma polémica. A equipa decidiu manter Oliveira no Moto GP em 2020, mas ao serviço da Tech3, equipa secundária da KTM. A notícia já era esperada depois de ter renovado contrato, mas os bons resultados em época tinham feito o português sonhar com uma promoção. O que não aconteceu. O plioto não escondeu o seu desagrado por a equipa ter decidido mantê-lo na equipa de fábrica promovendo à KTM oficial, ao lado de Pol Espargaró, Brad Binder, sul-africano que este ano está no Moto2.

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