Marcel Keizer: "Às vezes, tornamos o jogo difícil"

O treinador leonino lamentou algumas fases do jogo em que a sua equipa não esteve bem. José Mota, técnico do Desp. Chaves, deixou críticas à arbitragem.

"Gostei da equipa quando jogou de forma rápida e simples. Às vezes, tornamos o jogo difícil, complicando os passes, e é difícil quebrar a equipa adversária. Por vezes tomamos más decisões e, após a expulsão, não jogámos bem, não nos focámos realmente em resolver o jogo e sofremos o 1-1. Fizemos algumas mudanças após o empate, com a entrada de Jovane, Doumbia e Bruno Gaspar, que mudaram o jogo outra vez, com passes simples e fizemos dois golos. Tornámos o jogo mais difícil para nós do que era necessário. Após a expulsão para o Chaves, perdemos o foco um bocado. Temos de jogar com a mesma vontade e não o fizemos. Sofremos o golo por isso", referiu Marcel Keizer no final do jogo.

"Penso que tínhamos de vencer aqui e para nós é claro que qualquer jogo é para vencer e dá-nos motivação. O Benfica é o próximo adversário e sabemos o que temos de fazer no jogo, que está 2-1 para o adversário. Agora vamos para casa, ver se toda a gente está bem e depois pensar no Benfica. Claro que os dois golos são importantes, não só para o Luiz [Phellype], mas para a equipa. Ele chegou a meio da temporada, o que não é fácil e hoje marcou dois golos. Fico feliz pela prestação da equipa e por ele", prosseguiu o treinador leonino, que depois se referiu a Bruno Fernandes: "A situação do Bruno Fernandes é a mesma que dos outros jogadores. Ele teve duas semanas para recuperar de uma pequena lesão e jogou bem, jogou porque estava apto. Claro que esperávamos que com um resultado diferente pudéssemos retirá-lo mais cedo, mas hoje não foi possível e amanhã iremos ver como está ele e toda a equipa".

Já José Mota, treinador do Desportivo de Chaves, deixou algumas críticas à arbitragem e considerou que a sua equipa merecia outro resultado. "Não vou dizer as verdades, mas vou valorizar a minha equipa, por tudo o que fez. Tivemos alguns infortúnios, como a lesão do António Filipe, mas fez com que a equipa mais se unisse e é nestes momentos que se vê a força dos jogadores, a alma transmontana que pretendemos elevar sempre em todos os desafios. Estamos preparados para sofrer até final na luta pela manutenção", referiu.

"O Sporting teve mais bola no primeiro tempo, com uma boa circulação, mas com demérito nosso, pois não fomos agressivos, não fechámos os espaços nos corredores e o Sporting conseguiu criar perigo por Raphinha e Acuña, pois tivemos dificuldades nas marcações. O que pedi para o segundo tempo é que tivéssemos o bloco mais subido e fossemos mais agressivos sobre o portador da bola. Tentámos anular o Sporting pelos corredores, fomos mais agressivos, mais audazes e saímos melhor para o ataque. Pena a expulsão do Jefferson, pois estávamos muito melhor que o adversário e a qualquer momento podíamos marcar", acrescentou.

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