Libertadores distribui 91 milhões de euros pelos clubes, Champions 2,04 mil milhões

Bolo da maior prova de clubes da América do Sul é 22 vezes inferior ao da Liga dos Campeões europeus

Há um oceano a separar a Europa da América do Sul e um outro, mas de dinheiro, a separar as duas principais provas de clubes de cada continente, a Liga dos Campeões e a Taça Libertadores. Enquanto a primeira tem para distribuir um bolo de 2,04 mil milhões de euros, a segunda tem 91 M, uma verba 22 vezes inferior à da Champions e até mais de seis vezes inferior à da Liga Europa (560 M).

Ou vencedor da competição sul-americana, seja o Boca Juniors ou River Plate, arrecadará um total de 9,5 milhões de euros, referente a três jogos em casa na fase de grupos (525.496,8 € cada, 1.576.490,5 no total), 656.871,0 € pela presença nos oitavos de final, 832.036,6 nos quartos, 1.182.367,8 € nas meias e 5.2549.68,0 € por vitória na final. Já o finalista vencido junta 2.627.484,0 € aos 4.247.765,8 € já garantidos, perfazendo um total de cerca de 6,875 milhões de euros.

Bem diferentes mais volumosos são os prémios da Champions, que garante a cada participante na fase de grupos 15,3 milhões de euros, aos quais se juntam 2,7 M por cada vitória e 900 mil euros por empate. Os 16 apurados para os oitavos de final recebem 9,5 M, verba bem superior aos tais 0,66 M da Libertadores. Os oito participantes nos quartos de final acumulam mais 10,5 M (face aos 0,83 M da Libertadores) e os quatro semifinalistas garantem mais 12 M (contra os 1,18 M). O finalista vencido junta mais 15 M (contra os 2,63 M) e o vencedor 19 M (contra os 5,25 M), podendo na melhor das hipóteses encher os cofres com 82,5 M no decorrer da competição, quase nove vezes mais do que o campeão sul-americano.

Ainda assim, o vencedor da edição de 2018 da prova da CONMEBOL vai receber quase o dobro do dinheiro que arrecadou o campeão do ano passado, os brasileiros do Grêmio, que embolsou apenas cinco milhões de euros.

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