Jorge Jesus e a pressão do apuramento: "Diz-me zero!"

Treinador do Benfica abordou jogo com o PAOK de Abel de acesso ao playoff da Liga dos Campeões. Jogo é na terça-feira às 19.00 (TVI).

Até parece que nada mudou nos últimos cinco anos em que esteve afastado do Benfica. Jorge Jesus fiel a si próprio abordou o jogo de terça-feira com o PAOK, a contar para a terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões, sem medo e mandou alguns recados aos reforços por entre algumas calinadas. O jogo com os gregos é na terça-feira às 19.00 (TVI).

O treinador da equipa grega, o português Abel, colocou a pressão no PAOK, embora tenha dado o favoritismo ao Benfica. "Eu não me importo que metam o favoritismo sempre no Benfica. É sinal de qualidade e que temos equipa forte. Não é sinónimo de vencedor antecipado", avisou o treinador encarnado, lembrando que foi treinador do Abel, que "em feito um excelente trabalho" na equipa grega e já conhece as suas ideias. "Amanhã vamos esgrimar e ver qual das duas equipas vai sair vencedora. Acredito que seremos nós."

As expectativas para o encontro de terça-feira "são as melhores". Apesar de ser o primeiro jogo oficial da época, o Benfica "quer ganhar e passar". E não é o investimento no plantel que coloca mais pressão na equipa e no acesso à liga milionária. "O que aumenta a pressão é que temos uma eliminatória a um jogo, onde temos a responsabilidade de querer ganhar. A pressão é de ganhar, o resto não. Num clube como o Benfica a pressão é diária. Quanto melhor for a equipa, maior a pressão", respondeu Jesus, confessando: "Pessoalmente a pressão diz-me zero, estou habituada a tantas pressões... Os grandes treinadores e jogadores não têm pressão."

Jesus analisou o adversário e chegou "à conclusão que é uma boa equipa". A eliminatória é a um só jogo e fora de portas, mas isso é assim em todas as finais e para o técnico das águias, o embate com o PAOK é uma final. "Quanto à ambição... é em função do teu passado. Primeiro ano no Benfica a ambição era ser campeão nacional. Agora não é ser só campeão nacional mas chegar o mais longe possível na Europa. Mas não sabemos onde vamos chegar. Amanhã será difícil mas a ambição ninguém nos pode tirar. Queremos ir até onde nos deixarem e quanto mais longe formos, maior será a ambição", confessou.

Jogar sem público na Grécia pode ser uma vantagem? "O facto de não ter público não beneficia ninguém, nem quem joga em casa nem quem joga fora. Os grandes clubes com massa adepta muito grande normalmente são mais prejudicados mas para o futebol em sim não é bom para os jogadores de nenhuma equipa. Não sentimos a mesma adrenalina e quem disser o contrário é mentira. Quem me dera que amanhã jogasse com este estádio completamente cheio", respondeu o treinador, que está de regresso ao Benfica.

Depois de destacar os jogadores que conhece bem como Pizzi e André Almeida, o técnico encarnado dedicou-se aos reforços, por entre avisos à navegação: "Todos os novos me estão a surpreender, é uma equipa jovem que tem noção de onde quer ir. Hoje a valorização dos jogadores é em função da transferência. São reforços não para jogar no onze mas sim para fazer parte do plantel. Há quem entre logo à partida mas não quer dizer que seja assim no futuro. Há os que vão jogar mas não quer dizer que todos têm logo lugar. Comigo têm de demonstrar. Mas todos eles me têm surpreendido."

Questionado sobre os casos de covid no futebol - Benfica informou que Svilar testou positivo -, Jesus desdramatizou. "É verdade que tivemos um com covid-19 mas faz parte da vida de todos. Saber conviver com o covid-19, não há outra maneira de vivermos. No futebol, penso que o futebol deu um exemplo muito grande de como se convive com a pandemia. Há 3 questões a colocar: testar, prevenir e isolar. Para mim não é nada de novo. No Brasil tive 11 jogadores no Flamengo. Na minha opinião não se passa nada. O problema que se coloca é o jogador que tem e fica sem treinar duas semanas. Se for mais 3 ou quatro, é problema, pois não podem jogar... De resto, é testar", disse Jesus, revelando que os jogadores do Benfica são testados três vezes por semana.

O PAOK-Benfica joga-se na terça-feira, em Salónica, a partir das 19.00, num encontro que será dirigido pelo alemão Felix Brych. O vencedor desta eliminatória, que será decidida num só jogo, apura-se para o playoff da Liga dos Campeões, no qual terá pela frente os russos do Krasnodar, já em eliminatória disputada a duas mãos.

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