Jogadores do Cova da Piedade acusam SAD de "pressão e condicionamento"

Os futebolistas do Cova da Piedade que na semana passada foram relegados para a equipa de sub-23 acusaram esta segunda-feira a SAD de "pressão e condicionamento" para que aceitem revogar os contratos "por mútuo acordo".

Através de um comunicado divulgado pelo Sindicato dos Jogadores (SPJPF), André Carvalhas, Rodrigo Martins, Celso Raposo, Lima Pereira e Sami condenaram a forma como a sua situação foi tornada pública "nos meios de comunicação" e apelidaram de "manifestamente falsas" as informações de que a sua situação se deve a "falta de rendimento".

"A decisão de relegar os jogadores em causa para a equipa de sub-23 nada teve que ver com o seu zelo, profissionalismo ou empenho nos trabalhos da equipa principal", lê-se no comunicado do SPJFP, no qual os jogadores refutam "todas as notícias que vieram associar estes acontecimentos ao seu rendimento desportivo".

Os atletas do emblema da II Liga afirmam ainda que passaram a integrar os trabalhos dos sub-23, porque tal lhes foi "imposto" pela administração da SAD, "sem qualquer motivo de natureza disciplinar que o justifique" e apenas como uma "forma de pressão e condicionamento para que aceitem revogar os seus contratos de trabalho nos termos pretendidos pelo clube".

"Os jogadores foram surpreendidos com a informação, prestada pela administração da Cova da Piedade SAD, de que não seriam mais opção e estariam dispensados, tendo aliás sido promovida uma reunião onde lhes foram apresentadas propostas para que aceitassem revogar o seu contrato de trabalho por mútuo acordo", acusam os atletas através do SPJFP.

O Cova da Piedade é 18.º e último classificado da segunda divisão, com sete pontos somados em 12 jogos, numa tabela em que o Farense é líder, com 30 pontos.

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