João Sousa defronta Djokovic na segunda ronda do Masters 1000 de Paris

O tenista português qualificou-se esta segunda-feira para a segunda ronda do Masters 1000 de Paris, ao vencer o italiano Marco Cecchinato, por 7-3 e 6-3.

O número um português, 48.º da hierarquia mundial, derrotou esta segunda-feira o italiano, 20.º do ranking, em uma hora e 19 minutos, e vai agora defrontar o sérvio Novak Djokovic, segundo do mundo.

"Vai ser mais um encontro exigente. É um jogador que conheço bem, já o defrontei várias vezes. Vai ser um encontro difícil, espero manter o nível exibido até agora e vamos ver como corre", afirmou Sousa.

Djokovic venceu os cinco anteriores embates frente a João Sousa, o último dos quais no US Open, por 6-3, 6-4 e 6-3, a 3 de setembro, numa partida que durou duas horas e um minuto e foi marcada também por um par de interrupções a pedido de Djokovic, aparentemente em dificuldades. O tenista de Guimarães nunca ganhou um set ao sérvio.

"O João é um grande tenista e um rapaz fantástico. Sempre que joguei contra ele tive de ser sempre muito forte, sobretudo do ponto de vista mental. Ele retira o melhor do adversário", referiu o sérvio ao DN em novembro de 2015.

Nas quatro anteriores presenças no torneio parisiense, João Sousa foi eliminado na primeira ronda em 2014, pelo francês Gael Monfils, e na segunda em 2016, pelo checo Tomas Berdych, e em 2017, pelo argentino Juan Martin del Potro.

Desde que se tornou profissional, o tenista natural de Guimarães já defrontou em 31 ocasiões tenistas do top 10 da hierarquia ATP. Mas o saldo é francamente negativo: apenas quatro vitórias e 27 derrotas. O primeiro triunfo sobre um top 10 aconteceu em setembro de 2013, quando bateu o espanhol David Ferrer, na altura sexto classificado, acabando por vencer o torneio de Kuala Lumpur, o seu primeiro ATP. Três anos depois, em Tóquio, venceu Kei Nishikori (quinto).

E já este ano, em março, nos Estados Unidos, eliminou mais dois top 10: primeiro o alemão Alexander Zverev, em Indian Wells, e dias mais tarde afastou o número 9 mundial, o belga David Goffin, em Miami.

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