Sporting: sócios mais jovens estão com Benedito e os mais antigos com Ricciardi, revela sondagem

A quatro dias das eleições do Sporting sondagem feita a pedido da lista liderada por José Maria Ricciardi mostra empate técnico entre este, João Benedito, que lidera intenções de voto, e Frederico Varandas.

Há um conflito de gerações nas eleições do Sporting: os sócios entre os 18 e os 44 anos apoiam João Benedito enquanto os que têm mais de 55 anos estão com José Maria Ricciardi.

Ou seja, os associados com mais votos - têm entre os 11 e 15 - mostram total apoio ao líder da Lista B. Situação que pode ser determinante na votação de sábado em que será escolhido o sucessor de Bruno de Carvalho na presidência do clube.

Já os sócios com 1 a 5 votos estarão, segundo o estudo efetuada pela empresa Domp,sa, totalmente com o antigo jogador de futsal leonino.

Este é um dos resultados de uma sondagem efetuada a pedido da Lista B às eleições de sábado (dia 8) e que dá um empate técnico entre João Benedito (Lista A, com 33% de intenções de voto), Frederico Varandas (Lista D, 29%) e José Maria Ricciardi (Lista B, 28%). A margem de erro deste estudo é de 3,71%.

Os resultados desta sondagem - efetuada a 1 de setembro no Estádio de Alvalade a 1017 sócios, tendo respondido por completo ao questionário apresentado 809 e destes ainda foram retiradas 122 respostas por os sócios não estarem no caderno eleitoral - contabilizam na lista liderada por José Maria Ricciardi as intenções de voto que tinha sido atribuídas a Pedro Madeira Rodrigues.

Uma decisão explicada no documento a que o DN teve acesso: "Face à notícia da desistência da Lista C em favor da Lista B, e tendo a lista C uma fraca expressão na intenção de voto, optámos por integrar esta no resultado da Lista B."

João Benedito terá 33% das intenções de voto, Frederico Varandas 29% e José Maria Ricciardi 28%

Quanto aos restantes três candidatos os resultados da votação dos 678 sócios (que correspondem a 3226 votos) foram: Dias Ferreira 6% das intenções de voto; Rui Jorge Pego 2% e Fernando Tavares Pereira 1%.

Neste trabalho a empresa Desenvolvimento Organizacional, Marketing e Publicidade SA questionou os sócios sobre que características consideravam importantes o futuro presidente do Sporting ter.

Neste ponto venceu a capacidade de liderança, seguindo a experiência empresarial, experiência como dirigente desportivo, conhecimento de futebol e capacidade para captação de financiamento.

Entre as três candidaturas com mais intenções de votos José Maria Ricciardi é considerado como o candidato com melhor experiência empresarial; João Benedito terá mais capacidade de liderança e Frederico Varandas é dos três aqueles que os sócios que responderam ao inquérito consideram ter mais conhecimento de futebol.

Dias Ferreira é considerado como o candidato com maior experiência como dirigente desportivo e Pedro Madeira Rodrigues era quem, na altura em que a sondagem foi efetuada ainda não tinha abdicado de participar nas eleições, teria maior capacidade para captar investimento para o clube.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Rosália Amorim

"Sem emoção não há uma boa relação"

A frase calorosa é do primeiro-ministro António Costa, na visita oficial a Angola. Foi recebido com pompa e circunstância, por oito ministros e pelo governador do banco central e com honras de parada militar. Em África a simbologia desta grande receção foi marcante e é verdadeiramente importante. Angola demonstrou, para dentro e para fora, que Portugal continua a ser um parceiro importante. Ontem, o encontro previsto com João Lourenço foi igualmente simbólico e relevante para o futuro desta aliança estratégica.

Premium

João Gobern

Tirar a nódoa

São poucas as "fugas", poucos os desvios à honestidade intelectual que irritem mais do que a apropriação do alheio em conluio com a apresentação do mesmo com outra "assinatura". É vulgarmente referido como plágio e, em muitos casos, serve para disfarçar a preguiça, para fintar a falta de inspiração (ou "bloqueio", se preferirem), para funcionar como via rápida para um destino em que parece não importar o património alheio. No meio jornalístico, tive a sorte de me deparar com poucos casos dessa prática repulsiva - e alguns deles até apresentavam atenuantes profundas. Mas também tive o azar de me cruzar, por alguns meses, tempo ainda assim demasiado, com um diretor que tinha amealhado créditos ao publicar como sua uma tese universitária, revertido para (longo) artigo de jornal. A tese e a história "passaram", o diretor foi ficando. Até hoje, porque muitos desconhecem essa nódoa e outros preferiram olhar para o lado enquanto o promoviam.