Serena Williams derrotada fora do Open da Austrália

A tenista checa Karolina Pliskova venceu Serena Williams, numa partida que durou duas horas e dez minutos, por 4-6, 6-4 e 5-7.

A norte-americana Serena Williams, atual 16.ª do 'ranking' mundial de ténis, foi afastada esta madrugada nos quartos-de-final do Open da Austrália pela checa Karolina Pliskova, por 4-6, 6-4 e 5-7.

A atual sétima da hierarquia mundial, precisou de duas horas e dez minutos para levar de vencida a recordista de triunfos em torneios do Grand Slam (23) e vencedora por seis vezes do Open da Austrália, primeiro Grand Slam da temporada.

A checa segue agora para as meias-finais deste torneio, pela primeira vez na carreira, onde vai defrontar a jovem nipónica de 21 anos, Naomi Osaka. A japonesa qualificou-se para as meias-finais ao derrotar a ucraniana Elina Svitolina, sexta do ranking mundial, por 6-4 e 6-1 nos quartos-de-final.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?