Paulo Gonçalves: "Estou aliviado, colaborei com a justiça"

Ex-assessor da SAD do Benfica prestou declarações no Tribunal Central de Instrução Criminal no âmbito da fase de instrução do processo e-toupeira

Paulo Gonçalves foi ouvido esta sexta-feira no Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), no âmbito da fase de instrução do processo e-toupeira, do qual é arguido. "Estou aliviado, colaborei com a justiça. Cumpri o meu dever, estou aliviado", afirmou Paulo Gonçalves à saída do TCIC.

O antigo assessor da SAD do Benfica, que entretanto abandonou funções, foi questionado se se sentia apoiado por Luís Filipe Vieira. "O presidente do Benfica é meu amigo. Graças a Deus não fui abandonado pelos amigos. Não é sequer uma questão de apoio. Estou de consciência tranquila", limitou-se a referir.

A primeira sessão da instrução foi na quarta-feira, tendo sido ouvido o escrivão e ex-observador de árbitros Júlio Loureiro e três testemunhas arroladas por este arguido. E esta sexta-feira foi a vez de Paulo Gonçalves e de mais quatro testemunhas arroladas pelo ex-assessor jurídico do Benfica.

Em 19 de novembro, vão prestar declarações Domingos Soares Oliveira e Nuno Gaioso, enquanto legais representantes da SAD do Benfica.

No dia seguinte, vão ser inquiridos Fernando Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, Miguel Moreira e Luís Bernardo, diretor de comunicação do Sport Lisboa e Benfica, todos testemunhas arroladas pela SAD encarnada.

Para 21 de novembro, está agendada a inspeção às garagens do Estádio da Luz e para 26 de novembro o debate instrutório.

O procurador adjunto Valter Alves, do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa, responsável pela acusação do Ministério Público (MP), será também o procurador na fase de instrução.

A SAD do Benfica está acusada de 30 crimes e Paulo Gonçalves de 79 crimes. O MP acusou a SAD do Benfica de um crime de corrupção ativa, de um crime de oferta ou recebimento indevido de vantagem e de 29 crimes de falsidade informática.

Segundo a acusação do MP, Paulo Gonçalves, enquanto assessor da administração da Benfica SAD, e no interesse da SAD, solicitou a funcionários judiciais que lhe transmitissem informações sobre inquéritos, a troco de bilhetes, convites e merchandising.

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