Novo internacional português lembra dificuldades: "Não tinha o que comer"

Dyego Sousa recordou salários em atraso no início da carreira em Portugal e agradeceu à mulher, em entrevista a site brasileiro: "Foi ela que sustentou a casa"

O avançado do Sporting de Braga, que se estreou pela seleção portuguesa na jornada dupla que abriu a caminhada de qualificação para o Euro 2020, deu uma entrevista ao portal brasileiro UOL na qual recordou os tempos difíceis passados no início da carreira em Portugal, onde chegou ainda como júnior.

"A minha carreira nunca foi fácil. Os amigos que vieram comigo para Portugal rapidamente desistiram e eu só fiquei porque tive muito apoio da minha família", revelou Dyego Sousa, admitindo que chegou a não ter sequer o que comer: "Sofri muito com salários em atraso. Ficava três, quatro meses sem receber. Não tinha o que comer. Só não foi pior porque contei muito com a ajuda da minha mulher. Ela trabalhava e tinha de sustentar a casa."

O jogador, que chegou a Portugal para jogar nos juniores do Nacional em 2007/08, passou também, no nosso país, por Leixões, Tondela, Portimonense e Marítimo, antes de chegar ao Sp. Braga em 2017.

A veia goleadora cimentada ao serviço dos minhotos - pelos quais já fez 31 golos em 63 jogos, em pouco mais de época e meia - valeu-lhe a chamada à seleção portuguesa por parte de Fernando Santos. Um objetivo cumprido, diz Dyego Sousa. "Eu tinha esse objetivo desde que cheguei a Portugal. Depois de ter ido para o Sp. Braga, essa possibilidade aumentou", referiu.

O avançado respondeu ainda ao críticos da sua convocatória, como o comentador da SIC Rui Santos, que apontou o facto de Dyego Sousa não ser um português "bacteriologicamente puro". "Sinceramente nem sei bem o que ele disse... Mas não me doeu. Ele quis aparecer, causar polémica. Quando falamos de pessoas normais, o apoio à minha convocatória foi total", considerou o avançado.

Sobre o futuro, Dyego vê difícil um eventual regresso ao Brasil. "Bem, antes tinha esse objetivo, mas agora vejo-me mais a jogar em Inglaterra ou Espanha. É preciso ser realista. É uma questão financeira e hoje em dia é difícil um clube brasileiro tirar-me daqui".

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É procurador no Tribunal de Cascais há 25 anos. Escolheu sempre a área de família e menores. Hoje ainda se choca com o facto de ser uma das áreas da sociedade em que não se investe muito, quer em meios quer em estratégia. Por isso, defende que ainda há situações em que o Estado deveria intervir, outras que deveriam mudar. Tudo pelo superior interesse da criança.