Lukaku acaba com a crise do Manchester United de Mourinho

Os red devils terminam com série de duas derrotas consecutivas. Sensacional Watford vence Tottenham e está no topo da tabela

O Manchester United colocou ponto final a uma série de duas derrotas consecutivas com um triunfo tranquilo no terreno do Burnley, por 2-0, em jogo relativo à 4ª jornada da Premier League.

A grande figura da partida foi o belga Romelu Lukaku, que marcou os dois golos da partida ainda na primeira parte. O primeiro de cabeça após um excelente cruzamento de Alexis Sanchez e o segundo ao aproveitar uma série de ressaltos na área do Burnley.

A equipa de José Mourinho ainda podia ter construido uma vitória mais gorda não fosse Paul Pogba ter falhado um penálti, permitindo a defesa ao guarda-redes Joe Hart, e Lukaku ter perdido uma oportunidade de forma escandalosa, depois de passar o guarda-redes.

A única nota negativa para o treinador português terá sido a expulsão de Marcus Rashford, por no entender do árbitro ter agredido um adversário.

No outro jogo que encerrou a 4.ª jornada, o Tottenham perdeu a oportunidade de manter-se colado a Liverpool e Chelsea no grupo dos lideres da Premier League. Isto porque os Spurs foram derrotados em Watford, por 2-1. Os londrinos até estiveram a vencer, graças a um autogolo de Abdoulaye Doucoure, mas Troy Deeney e Craig Cathcart deram a volta ao resultado.

Com este resultado é o Watford a colar-se aos lideres, somando por vitórias todos os jogos disputados.

Resultados da 4ª jornada:
Leicester-Liverpool, 1-2
Brighton-Fulham, 2-2
Chelsea-Bournemouth, 2-0
Crystal Palace-Southampton, 0-2
Everton-Huddersfield, 1-1
West Ham-Wolverhampton, 0-1
Manchester City-Newcastle, 2-1
Cardiff-Arsenal. 2-3
Burnley-Manchester United, 0-2
Watford-Tottenham, 2-1

Veja aqui a classificação atualizada.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Adolfo Mesquita Nunes

A direita definida pela esquerda

Foi a esquerda que definiu a direita portuguesa, que lhe identificou uma linhagem, lhe desenhou uma cosmologia. Fê-lo com precisão, estabelecendo que à direita estariam os que não encaram os mais pobres como prioridade, os que descendem do lado dos exploradores, dos patrões. Já perdi a conta ao número de pessoas que, por genuína adesão ao princípio ou por mero complexo social ou de classe, se diz de esquerda por estar ao lado dos mais vulneráveis. A direita, presumimos dessa asserção, está contra eles.