Jogos nos EUA? Futebolistas espanhóis ameaçam com greve

Capitães de equipa reuniram-se para decidir medidas contra o acordo anunciado pela Liga espanhola

Sergio Ramos e Nacho Fernandez, do Real Madrid, Busquets e Sergi Roberto, do Barcelona, Koke e Juanfran, do Atlético de Madrid, e vários outros capitães e jogadores influentes de diversas equipas da Liga espanhola reuniram-se esta quarta-feira com a associação de futebolistas espanhóis (AFE) e ameaçam com uma greve se o presidente de LaLiga, Javier Tebas, não recuar na ideia de passar a realizar um jogo por temporada nos Estados Unidos.

A decisão de transferir um jogo do campeonato para os EUA já a partir desta época foi anunciada por Tebas na semana passada, como parte de um acordo firmado entre a Liga espanhola e a empresa multinacional de entretenimento Relevent para a promoção do futebol na América do Norte durante os próximos 15 anos. Mas os futebolistas dos clubes espanhóis recusam a ideia e ameaçam luta até às últimas consequências.

"Os futebolistas estão indignados", disse o presidente da AFE, David Aganzo, no final da reunião mantida com os jogadores de várias equipas de LaLiga. "Todos os jogadores se mostraram contrários a esta ideia", frisou, sobre um acordo que os próprios clubes desconheciam e que pode vir a ser vetado pela federação.

Aganzo recusa que a posição dos futebolistas se trate de uma questão relacionada com compensações financeiras. "Os futebolistas não estão à venda. Estamos a pensar nos adeptos, na saúde dos jogadores e vários outros aspetos", garantiu. "É uma falta de respeito por parte de LaLiga não consultar os jogadores em decisões importantes que lhes dizem respeito. Não podemos permitir decisões unilaterais neste assunto".

"Está na altura de dizer basta", afirmou o líder da AFE, que quer reunir com o presidente da Liga no próximo mês e fazer-lhe ver que "o futebol não é só dinheiro e negócio". Esperando que o conflito não chegue a "um extremo", David Aganzo anunciou no entanto que os futebolistas "estão prontos para tudo". podendo avançar para uma greve "se necessário".

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