France Football reedita beijo fraternal com Messi e Ronaldo

Revista francesa lança a questão sobre quem é afinal o melhor jogador do mundo, quando se comemoram dez anos da rivalidade entre os dois jogadores. Ilustração da capa é inspirada no beijo fraternal de 1979 entre os líderes comunistas Brejnev e Honecker

A edição desta semana da revista France Football já está a causar furor nas redes sociais. Tudo porque a capa é ilustrada com um desenho de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi a darem um beijo na boca e com uma pergunta: "És Messi ou Ronaldo?".

A ideia da revista francesa, que vai esta terça-feira para as bancas, é inspirada no célebre beijo fraternal entre os líderes comunistas da Guerra Fria, Leonidas Brejnev (URSS) e Erich Honecker (RDA), em 1979. Uma fotografia que ficou célebre e deu origem a um mural em 1989, com a queda do muro de Berlim, da autoria do artista russo Dimitri Vrúbel.

O trabalho da France Football é mais um sobre quem é afinal o melhor jogador do mundo, numa altura em que se completam 10 anos da rivalidade entre os dois grandes craques de futebol. "Faz dez anos que eles fazem o coração dos amantes do futebol bater, o suficiente para motivar paixões e discussões", podia ler-se na versão online da revista francesa, que ouviu as opiniões de várias antigas estrelas do futebol, casos de Stoitchkov, Papin, Carragher, Robben, Marco Tardelli e Philipp Lahm.

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A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.