FIFA proíbe Chelsea de contratar jogadores até ao verão de 2020

Clube inglês punido por infrações relacionadas com a transferência internacional de jogadores menores de 18 anos

A decisão foi anunciada pelo organismo máximo do futebol mundial esta sexta-feira: o Chelsea está proibido de inscrever novos jogadores durante as próximas duas janelas de mercado. Ou seja, até ao verão de 2020.

A FIFA informa que o clube londrino violou o artigo 19 dos regulamentos, acumulando 29 incidentes relacionados com as transferências internacionais de menores. O Chelsea infringiu ainda o artigo 18bis em dois desses negócios, nos quais foi detetado o exercício de influência sobre um terceiro clube (third-party influence)

O Chelsea foi ainda multado em cerca de 530 mil euros, enquanto a federação inglesa terá também de pagar 450 mil. O clube londrino tem 90 dias para regularizar a situação dos jogadores menores e pode ainda recorrer desta decisão para o Comité de Apelo da FIFA.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?