Efeito Ronaldo. Ações da Juventus disparam 30%

Os três golos do avançado português que colocaram a Juventus nos quartos-de-final da Champions estão a animar o mercado de ações italiano.

O apuramento da Juventus para os quartos-de-final da Liga dos Campeões, após uma noite de sonho de Cristiano Ronaldo, autor dos três golos dos italianos, estão a mexer com o mercado da bolsa italiana, com as ações do clube a subirem a um máximo de 30%. Mais de 17 milhões de ações do clube já trocaram de mãos na manhã desta quarta-feira.

Um hat-trick do internacional português Cristiano Ronaldo permitiu à Juventus vencer em casa o Atlético de Madrid por 3-0 e qualificar-se para os quartos-de-final da Liga dos Campeões em futebol.

Depois do desaire por 2-0 em Madrid, Ronaldo, que só tinha um golo na presente edição da Champions, apontou três aos colchoneros, os dois primeiros de cabeça, aos 27 e 48 minutos, e o último de grande penalidade, aos 86.

Cristiano Ronaldo passou a contar 25 golos em 33 jogos com o Atlético de Madrid e 124 na Liga dos Campeões, em 159 encontros, reforçando o estatuto de melhor marcador da história da competição.

A Juventus, que só venceu por duas vezes a prova (1984/85 e 1995/96), junta-se nos quartos de final a FC Porto, Tottenham, Ajax, Manchester United e Manchester City.

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A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.