De Guardiola a Maradona. "Marciano" Ronaldo deixa toda a gente rendida

Treinador catalão chamou-lhe "a estrela do dia", apesar de o Manchester City ter goleado por 7-0. "Ronaldo é um animal", atirou Maradona, quase pedindo desculpa aos argentinos. Português é rei nas capas dos desportivos italianos... e espanhóis.

Cristiano Ronaldo deixou toda a gente rendida com o hat trick com que ajudou esta terça-feira a Juventus a eliminar o Atlético Madrid (3-0), depois da derrota por 0-2 na capital espanhola.

Até Pep Guardiola, habituado a estar do outro lado da barricada, chamou-lhe "estrela do dia" apesar de o seu Manchester City ter goleado o Schalke por 7-0. E o que dizer de Diego Maradona? Além de ser considerado para muitos como o melhor futebolista de sempre e ídolo do rival Nápoles, é argentino, mas quase pediu desculpa aos compatriotas para tecer rasgados elogios ao português. "Há jogadores que são tocados pela varinha mágica. A verdade é que nós argentinos estamos orgulhosos do facto de Messi ser argentino e não espanhol, mas Ronaldo é um animal. É pura potência e agora também é bruxo, porque disse que ia fazer três golos e fez", afirmou, em declarações reproduzidas pela Marca.

Nas capas dos jornais desportivos italianos e espanhóis, Ronaldo foi rei. "Monstruoso", resume o Corriere dello Sport. "Ira de Deus", é a manchete de La Gazzetta dello Sport. "Marciano", sintetiza o Tuttuosport. "Cristiano impõe a sua lei", descreve a Marca. "Cristiano rei da Champions", destaca o As.

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Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.