Conheça as mascotes dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020

As duas personagens, de estética futurista e inspiradas no anime, representam, assim, "a tradição e a inovação" do Japão e serão o principal símbolo dos jogos

O comité organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2020, que se realizam em Tóquio, apresentou este domingo oficialmente as mascotes olímpicas, denominadas Miraitowa e Someity, numa cerimónia que inicia a contagem decrescente para os eventos.

A apresentação, que contou com a governadora da capital nipónica, Yuriko Koike, e o presidente do comité organizador de Tóquio 2020, Yoshiro Mori, aconteceu no centro da cidade, onde se juntaram centenas de crianças.

O nome de Miraitowa, a mascote azul, dos Jogos Olímpicos, provem da fusão das palavras japonesas futuro e eternidade e "procura trazer esperança aos corações das pessoas de todo o mundo", segundo explicou a organização.

Por seu lado, a mascote rosa, dos Jogo Paralímpicos, deve o seu nome Someity a uma variedade de cerejeiras, árvores muito representativas da cultura japonesa e quer transmitir a sua "fortaleza" aos atletas paralímpicos.

As duas personagens, de estética futurista e inspiradas no anime, representam, assim, "a tradição e a inovação" do Japão e serão o principal símbolo dos jogos.

Em Tóquio, os Jogos Olímpicos realizam-se de 24 de julho a 9 de agosto de 2020 e os Jogos Paralímpicos entre 25 de agosto e 06 de setembro do mesmo ano.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.

Premium

João Taborda da Gama

Le pénis

Não gosto de fascistas e tenho pouco a dizer sobre pilas, mas abomino qualquer forma de censura de uns ou de outras. Proibir a vista dos pénis de Mapplethorpe é tão condenável como proibir a vinda de Le Pen à Web Summit. A minha geração não viveu qualquer censura, nem a de direita nem a que se lhe seguiu de esquerda. Fomos apenas confrontados com alguns relâmpagos de censura, mais caricatos do que reais, a última ceia do Herman, o Evangelho de Saramago. E as discussões mais recentes - o cancelamento de uma conferência de Jaime Nogueira Pinto na Nova, a conferência com negacionista das alterações climáticas na Universidade do Porto - demonstram o óbvio: por um lado, o ato de proibir o debate seja de quem for é a negação da liberdade sem mas ou ses, mas também a demonstração de que não há entre nós um instinto coletivo de defesa da liberdade de expressão independentemente de concordarmos com o seu conteúdo, e de este ser mais ou menos extremo.

Premium

Bernardo Pires de Lima

Em contagem decrescente

O brexit parece bloqueado após a reunião de Salzburgo. Líderes do processo endureceram posições e revelarem um tom mais próximo da rutura do que de um espírito negocial construtivo. A uma semana da convenção anual do partido conservador, será ​​​​​​​que esta dramatização serve os objetivos de Theresa May? E que fará a primeira-ministra até ao decisivo Conselho Europeu de novembro, caso ultrapasse esta guerrilha dentro do seu partido?