Carlos Queiroz ganha na estreia pela Colômbia, com golo de Falcao

O treinador português Carlos Queiroz teve uma estreia vitoriosa como selecionador colombiano de futebol, a impor-se por 1-0 ao Japão, em jogo particular, realizado em Yokohama.

Um golo de grande penalidade, marcado aos 64 minutos pelo avançado Falcao, antigo jogador do FC Porto, foi suficiente para a Colômbia vencer a seleção anfitriã, pela qual foi totalista o médio Shoya Nakajima, ex-futebolista do Portimonense.

Carlos Queiroz, de 66 anos, antigo selecionador português e campeão mundial sub-20 em 1989 e 1991, com a equipa lusa daquele escalão, orientou a seleção do Irão entre 2011 e 2019, antes de ocupar o lugar deixado pela saída do argentino José Pékerman no comando técnico da Colômbia.

O encontrou marcou também o reencontro entre as duas seleções, que se defrontaram na estreia no Grupo H do Mundial2018, na cidade russa de Saransk, com o Japão a impor-se por 2-1, beneficiando do facto de ter jogado durante quase toda a partida em superioridade numérica, devido à expulsão do colombiano Carlos Sánchez, aos quatro.

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'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?