As 23 de Portugal para os jogos com a campeã mundial

A seleção nacional vai jogar com os EUA, em 29 de agosto e 3 de setembro. Jogo pode dar recorde de assistência.

O selecionador nacional de futebol feminino, Francisco Neto, convocou 23 jogadoras para os dois jogos particulares com os Estados Unidos, em 29 de agosto e 3 de setembro, nos quais se prevê um recorde de assistência.

O primeiro jogo entre as atuais campeãs do mundo e a seleção lusa disputar-se-á no estádio Lincoln Financial, em Filadélfia, a partir das 00.00 de Portugal continental (19.00 locais), enquanto o segundo será jogado no estádio Allianz, em Saint Paul, no estado de Minnesota, no norte do país, a partir da 01.00 lusa (20.00 locais).

A maior assistência em jogos da seleção norte-americana foi alcançado no estádio Heinz Field, em Pittsburg, na Califórnia, na goleada por 8-0 à seleção da Costa Rica, em que estiveram presentes 44.028 adeptos, mas a procura de bilhetes para os jogos com Portugal tem sido tão grande que se prevê que seja batido um recorde e ultrapassada a barreira dos 50 mil espetadores.

Lista das 23 convocadas:

Mónica Mendes (AC Milan, Ita).

Ana Leite (Borussia Bocholt, Ale).

Andreia Norton (Inter Milão, Ita).

Matilde Fidalgo (Manchester City, Ing).

Jéssica Silva (Olympique Lyon, Fra).

Diana Gomes, Dolores Silva, Inês Maia, Rute Costa e Vanessa Marques (Sporting de Braga).

Raquel Infante e Sílvia Rebelo (Benfica).

Ana Borges, Carole Costa, Carolina Mendes, Diana Silva, Fátima Pinto, Inês Pereira, Joana Marchão, Patrícia Morais e Tatiana Pinto (Sporting).

Mélissa Gomes (Stade de Reims, Fra).

Cláudia Neto (Wolfsburgo, Ale).

Exclusivos

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.

Premium

Maria do Rosário Pedreira

Os deuses das moscas

Com a idade, tendemos a olhar para o passado em jeito de balanço; mas, curiosamente, arrependemo-nos sobretudo do que não fizemos nem vamos já a tempo de fazer. Cá em casa, tentamos, mesmo assim, combater o vazio mostrando um ao outro o que foi a nossa vida antes de estarmos juntos e revisitando os lugares que nos marcaram. Já fomos, por exemplo, a Macieira de Cambra em busca de uma rapariga com quem o Manel dançara um Verão inteiro (e encontrámo-la, mas era tudo menos uma rapariga); e, mais recentemente, por causa de um casamento no Gerês, fizemos um desvio para eu ir ver o hotel das termas onde ele passava férias com os avós quando era adolescente. Ainda hoje o Manel me fala com saudade daqueles julhos pachorrentos, entre passeios ao rio Homem e jogos de cartas numa varanda larga onde as senhoras inventavam napperons e mexericos, enquanto os maridos, de barrigas fartas de tripas e francesinhas no ano inteiro, tratavam dos intestinos com as águas milagrosas de Caldelas. Nas redondezas, havia, ao que parece, uma imensidão de campos; e, por causa das vacas que ali pastavam, os hóspedes não conseguiam dar descanso aos mata-moscas, ameaçados pelas ferradelas das danadas que, não bastando zumbirem irritantemente, ainda tinham o hábito de pousar onde se sabe.