A comovedora imagem do cão de Sala: "A Nala também te espera"

Fotografia foi partilhada há alguns dias pela irmã do futebolista argentino que continua desaparecido após a queda do avião onde seguia no canal da Mancha.

Sentada a olhar por uma janela, como se estivesse à espera do dono. A imagem colocada há alguns dias nas redes sociais por Romina, irmã do futebolista Emiliano Sala, que está desaparecido desde o dia 21 de janeiro depois do avião que seguia ter caído no canal da Mancha, já foi partilhada milhares de vezes e está a emocionar toda a gente.

De acordo com o site Infobae, Emiliano Sala vivia em Nantes, França, com a cadela que tinha adotado em 2015.

Na segunda-feira, a Agência Britânica de Investigação a Acidentes Aéreos (AAIB) revelou que foi encontrado um corpo entre os destroços do avião em que viajava o futebolista argentino Emiliano Sala, detetados no domingo no fundo do canal da Mancha.

"É visível um ocupante entre os destroços. A AAIB está a avaliar os próximos passos, em articulação com as famílias do piloto e do passageiro, e com a polícia", refere a agência responsável pela investigação ao acidente.

As buscas subaquáticas para tentar encontrar o avião privado em que seguia Emiliano Sala começaram no domingo de manhã, dia em que foram descobertos destroços da aeronave, tendo hoje sido possível identificar um corpo, através do sistema de vídeo de um veículo operado remotamente.


O avião desapareceu dos radares em 21 de janeiro, pelas 20:00, quando o futebolista argentino e o piloto David Ibbotson seguiam viagem de Nantes para Cardiff, onde o jogador era esperado no dia seguinte para treinar no seu novo clube.

Sala, de 28 anos, tinha sido contratado pelo Cardiff ao Nantes, por 17 milhões de euros, e preparava-se para representar os galeses na primeira liga inglesa de futebol.

O avançado, que iniciou a carreira nos portugueses do FC Crato e representou também o Bordéus, o Orleáns, o Chamois Niortais e o Caen, tinha-se encarregado de marcar o voo, recusando a oferta de transporte oferecida pelo clube galês.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Opinião

'Motu proprio' anti-abusos

1. Muitas vezes me tenho referido aqui, e não só aqui, à tragédia da pedofilia na Igreja. Foram milhares de menores e adultos vulneráveis que foram abusados. Mesmo sabendo que o número de pedófilos é muito superior na família e noutras instituições, a gravidade da situação na Igreja é mais dramática. Por várias razões: as pessoas confiavam na Igreja quase sem condições, o que significa que houve uma traição a essa confiança, e o clero e os religiosos têm responsabilidades especiais. O mais execrável: abusou-se e, a seguir, ameaçou-se as crianças para que mantivessem silêncio, pois, de outro modo, cometiam pecado e até poderiam ir para o inferno. Isto é monstruoso, o cume da perversão. E houve bispos, superiores maiores, cardeais, que encobriram, pois preferiram salvaguardar a instituição Igreja, quando a sua obrigação é proteger as pessoas, mais ainda quando as vítimas são crianças. O Papa Francisco chamou a esta situação "abusos sexuais, de poder e de consciência". Também diz, com razão, que a base é o "clericalismo", julgar-se numa situação de superioridade sagrada e, por isso, intocável. Neste abismo, onde é que está a superioridade do exemplo, a única que é legítimo reclamar?