Ibrahimovic diz adeus aos Los Angeles Galaxy sem revelar futuro

Futebolista sueco despediu-se através do Twitter, mas não adianta o que vai fazer a seguir

O futebolista sueco Zlatan Ibrahimovic, que atuou nos Los Angeles Galaxy (LA Galaxy) nas últimas duas temporadas, despediu-se esta quarta-feira do clube norte-americano através da sua conta na rede social Twitter, sem desvendar o futuro próximo.

"Cheguei, vi e venci. Obrigado LA Galaxy por me fazeres sentir vivo de novo. Para os fãs do Galaxy: queriam o Zlatan, eu dei-vos o Zlatan. Não precisam de agradecer. A história continua... Agora, podem voltar a ver basebol", escreveu o avançado de 38 anos.

Nas duas épocas que atuou na Major League Soccer (MLS), Ibrahimovic marcou 53 golos e fez 17 assistências nos 58 jogos ao serviço dos LA Galaxy,mas sai dos Estados Unidos sem vencer nenhum título coletivo, naquele que é o clube norte-americano mais vitorioso, com cinco títulos de campeão nacional (2002, 2005, 2011, 2012 e 2014).

'Ibracadabra', como o sueco é conhecido pela magia que espalhou nos relvados ao serviço de clubes como o Malmo, onde se estreou na equipa principal em 1999, Ajax, Juventus, Inter Milão, Barcelona, AC Milan, PGS e Manchester United (o último desafio europeu antes de testar a MLS), venceu 31 títulos ao longo da carreira.

Foi campeão na Holanda, em Itália, em Espanha e em França, tendo vencido igualmente um campeonato do mundo de clubes (Barcelona), uma Supertaça Europeia (Barcelona) e uma Liga Europa (Manchester United, com o português José Mourinho como treinador).

Além disso, Zlatan foi internacional pela Suécia em 116 jogos, tendo marcado 62 golos, sendo o maior goleador da história da seleção nórdica.

Em outubro, o atacante foi homenageado com a inauguração de uma estátua de 3,80 metros de altura e oito toneladas em Malmo, a sua cidade-natal.

Exclusivos

Premium

Viriato Soromenho Marques

Madrid ou a vergonha de Prometeu

O que está a acontecer na COP 25 de Madrid é muito mais do que parece. Metaforicamente falando, poderíamos dizer que nas últimas quatro décadas confirmámos o que apenas uma elite de argutos observadores, com olhos de águia, havia percebido antes: não precisamos de temer o que vem do espaço. Nenhum asteroide constitui ameaça provável à existência da Terra. Na verdade, a única ameaça existencial à vida (ainda) exuberante no único planeta habitado conhecido do universo somos nós, a espécie humana. A COP 25 reproduz também outra figura da nossa iconografia ocidental. Pela 25.ª vez, Sísifo, desta vez corporizado pela imensa maquinaria da diplomacia ambiental, transportará a sua pedra penitencial até ao alto de mais uma cimeira, para a deixar rolar de novo, numa repetição ritual e aparentemente inútil.

Premium

Maria do Rosário Pedreira

Agendas

Disse Pessoa que "o poeta é um fingidor", mas, curiosamente, é a palavra "ficção", geralmente associada à narrativa em prosa, que tem origem no verbo latino fingire. E, em ficção, quanto mais verdadeiro parecer o faz-de-conta melhor, mesmo que a história esteja longe de ser real. Exímios nisto, alguns escritores conseguem transformar o fingido em algo tão vivo que chegamos a apaixonar-nos por personagens que, para nosso bem, não podem saltar do papel. Falo dos criminosos, vilões e malandros que, regra geral, animam a literatura e os leitores. De facto, haveria Crime e Castigo se o estudante não matasse a onzeneira? Com uma Bovary fiel ao marido, ainda nos lembraríamos de Flaubert? Nabokov ter-se-ia tornado célebre se Humbert Humbert não andasse a babar-se por uma menor? E poderia Stanley Kowalski ser amoroso com Blanche DuBois sem o público abandonar a peça antes do intervalo e a bocejar? Enfim, tratando-se de ficção, é um gozo encontrar um desses bonitões que levam a rapariga para a cama sem a mais pequena intenção de se envolverem com ela, ou até figuras capazes de ferir de morte com o refinamento do seu silêncio, como a mãe da protagonista de Uma Barragem contra o Pacífico quando recebe a visita do pretendente da filha: vê-o chegar com um embrulho descomunal, mas não só o pousa toda a santa tarde numa mesa sem o abrir, como nem sequer se digna perguntar o que é...

Premium

Maria Antónia de Almeida Santos

"O clima das gerações"

Greta Thunberg chegou nesta semana a Lisboa num dia cheio de luz. À chegada, disse: "In order to change everything, we need everyone." Respondemos-lhe, dizendo que Portugal não tem energia nuclear, que 54% da eletricidade consumida no país é proveniente de fontes renováveis e que somos o primeiro país do mundo a assumir o compromisso de alcançar a neutralidade de carbono em 2050. Sabemos - tal como ela - que isso não chega e que o atraso na ação climática é global. Mas vamos no caminho certo.