Simone Biles conquista 11.º título mundial no regresso à competição

A ginasta norte-americana conquistou esta terça-feira o título mundial do concurso por equipas, nos Mundiais de Doha, na sua primeira competição internacional após os quatro ouros olímpicos no Rio 2016.

Simon Biles conquistou esta terça-feira, em Doha (Qatar), o 11.º título mundial da sua carreira, aos 21 anos, ao vencer a prova de equipas, com Grace McCallum, Morgan Hurd, Riley McCusker e Kara Eaker, num concurso em que somaram 171,629 pontos.

As norte-americanas conquistaram o ouro por nove pontos, à frente da Rússia (162,863) e da China (162,396), países que estão qualificadas desde já para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

Qualificada para a final do concurso geral, e para as quatro finais individuais de aparelhos, Biles mostrou esta terça-feira, uma vez mais, estar na elite da ginástica mundial, com a conquista do seu terceiro título por equipas, após os êxitos de 2014 e 2015.

"É muito especial. Eu e a equipa treinámos muito arduamente para estarmos onde estamos. Sinto-me muito bem, ainda que com um pouco de dor, mas não é nada que eu não possa controlar", afirmou a ginasta à BBC, após o triunfo.

Refira-se que desde que arrecadou quatro medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro (2016) - igualando um recorde entre as ginastas, o nome Simone Biles (e de toda a ginástica nos Estados Unidos) esteve envolvido não em proezas competitivas mas sim como uma das vítimas do maior escândalo de abuso sexual que alguma vez atingiu o desporto, com mais de 150 ginastas norte-americanas a denunciarem um predador que o sistema da modalidade tinha protegido anos a fio.

Biles reforçou a causa das ginastas que denunciaram o médico Larry Nassar quando, em janeiro deste ano, assumiu publicamente que também ela tinha sido vítima de abuso pelo homem que durante anos a fio teve como missão cuidar das atletas da federação de ginástica dos EUA (e que atualmente cumpre uma pena de até 150 anos de prisão), dando o rosto mais mediático a uma luta que desmembrou todo o edifício da ginástica norte-americana, arrastando também treinadores e dirigentes de uma federação que continua, nesta altura, sem presidente, na sequência do escândalo Nassar.

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