Fórmula 1. McLaren volta em 2021 a ter motores Mercedes

Equipa confirmou que a próxima época será a última com motores Renault. Em 2021 regressará à Mercedes.

A aliança entre a McLaren e a Mercedes foi das mais duradouras da Fórmula 1 (de 1995 a 2014), rendendo à equipa quatro títulos mundiais: um de construtores e três de pilotos (dois para Mika Hakkinen e Lewis Hamilton).

Ao todo foram disputados 351 grandes prémios, com 78 vitórias e 76 poles-position.

Agora a equipa prepara-se para retomar a parceria - pelo menos até 2024 - depois de dois anos servida pela Renault. A McLaren justificou a rescisão afirmando que pretende continuar a melhorar a performance dos seus carros de modo a colocá-los de novo nas posições cimeiras do pelotão.

"A Renault foi fundamental para nosso plano de recuperação na Fórmula 1 e um parceiro fantástico para a McLaren. Apesar do foco compreensível na equipe de fábrica, a Renault sempre foi justa, consistente e transparente na relação", disse Kak Brown, o CEO da McLaren.

A marca francesa, pelo seu lado, salientou o progresso que a McLaren registou quando servida pelos seus motores. "A McLaren foi de nono para quarto no Mundial de Construtores. Podemos, assim, considerar esta uma parceria de muito sucesso. Entretanto, ao analisar os termos além do contrato atual, que termina ao fim de 2020, ficou claro que Renault e McLaren estão com ambições diferentes para o futuro", afirmou Cyril Abiteboul, diretor da Renault.

"A decisão está de acordo com a visão da Renault de virar uma equipa de fábrica, com o objetivo de voltar à dianteira do pelotão."

Aparentemente, a prioridade da equipa francesa é a sua própria equipa e não a assistência a outras equipas cujos motores fornece. "Todos os diferentes elementos dessa decisão foram cuidadosamente analisados nas últimas semanas. 2021 vai ser uma temporada crucial para todas as equipes e é importante para nós ter uma visão clara e precisa dos pontos fortes e das ambições dos nossos competidores. A decisão está de acordo com a visão da Renault de virar uma equipa de fábrica, com o objetivo de voltar ao pelotão dianteiro", afirmou ainda o responsável francês.

Já Toto Wolff, diretor da Mercedes, saudou o regresso à parceria com a McLaren, nomeadamente tendo em conta que há um novo regulamento técnico que implica muitas mudanças.

"É um prazer receber novamente a McLaren na família Mercedes-Benz, com um novo acordo de fornecimento. Apesar de as duas marcas dividirem uma história de prestígio, esse acordo é uma questão de futuro e do começo de uma nova era de fornecimento dos motores nos próximos anos. A McLaren preparou o terreno para seu renascimento em temporadas recentes, incluindo performances impressionantes nessa temporada com motor Renault. Esperamos que esse novo acordo de longo prazo seja um novo marco para a McLaren, com eles focando em lutar contra equipes de ponta, como a equipe Mercedes de fábrica", concluiu Wolf.

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