FC Porto apresenta lucros de 7,15 milhões de euros. Gastos com reforços foram 28,9 milhões

A SAD portista comunicou as contas relativas ao primeiro semestre de 2018/19 e explica o lucro com os prémios da Champions e com o contrato de direitos televisivos

A SAD do FC Porto comunicou esta quinta-feira à CMVM as contas relativas ao primeiro semestre do exercício de 2018/19, nas quais apresenta um lucro de 7,15 milhões de euros.

Os dragões informam que os custos operacionais aumentaram 8,48 milhões de euros, mas registam um aumento dos resultados operacionais, excluindo transferências de jogadores, que atingem agora os 32,89 milhões de euros, em contraponto com o resultado negativo de 3,9 milhões de euros obtido no período homólogo de 2017/18.

Este aumento dos proveitos é explicado com o aumento de receitas relativas à participação na Liga dos Campeões, mas também com o início do contrato com a Altice, relativo à cedência dos direitos de transmissão televisiva.

A SAD justifica ainda o saldo negativo de 14.9 milhões de euros na rubrica de transações de jogadores devido ao facto de "não se terem efetuado vendas de direitos desportivos de jogadores por valores relevantes neste primeiro semestre".

Neste relatório é referido que os dragões pagaram 8,5 milhões de euros por 90% do passe de Éder Militão (sete milhões pelo passe e 1,5 milhões de encargos), enquanto a totalidade dos direitos de Chancel Mbemba custou aos cofres portistas 6,2 milhões de euros (4,6 pelo passe e 1,5 de encargos).

É ainda comunicado que o FC Porto adquiriu 30% dos direitos que o V. Guimarães detinha de Marega por 4,1 milhões de euros. Por outro lado foram adquiridos 50% dos passes de Yordan Osorio e Ewerton ao Tondela e Portimonense, respetivamente, por 1,96 milhões de euros cada um, enquanto 80% do passe do médio Paulinho (Portimonense) custou 2,9 milhões de euros. Contas feitas, os dragões gastaram um total de 28,9 milhões de euros em reforços no mercado de verão: 24 milhões na aquisição de passes e 4,9 em encargos adicionais.

No que diz respeito às operações de vendas de jogadores totalizaram 6,39 milhões de euros, sendo que Gonçalo Paciência foi transferido para o Eintracht Frankfurt por um valor líquido de 2,6 milhões de euros; a saída de Miguel Layún para o Villarreal rendeu uma mais-valia de 1,2 milhões de euros; enquanto transferência de João Carlos Teixeira para o V. Guimarães gerou para os cofres da SAD 1,15 milhões de euros.

Os portistas informam ainda que o investimento feito na aquisição de jogadores no primeiro semestre do exercício totalizou qualquer coisa como 28,9 milhões de euros.

Refira-se ainda que a SAD do FC Porto continua a apresentar capital próprio negativo em 31,5 milhões de euros, embora destaque que se tenha registado uma redução de 6,61 milhões de euros. Ou seja, o ativo é contabilizado em 365,9 milhões de euros, enquanto o passivo é de 397,4 milhões de euros.

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