Emiliano Sala. Quase 212 mil euros angariados para buscas privadas

Mais de 183 mil libras inglesas - quase 212 mil euros - foram angariados para desencadear uma busca privada pelo avião onde seguia o jogador argentino do Cardiff Emiliano Sala.

As buscas oficiais pelo futebolista Emiliano Sala e do piloto do avião particular onde seguia, David Ibbotson, foram canceladas quinta-feira.

Contudo, o dinheiro angariado através da plataforma GoFundMe permitiu à família desencadear buscas privadas, com dois barcos, buscas que se iniciaram este sábado. A página foi organizada pelos agentes do jogador, a empresa Sport Cover, que espera obter no total 300 mil libras (260 mil euros).

O avião particular onde Emiliano Sala seguia desapareceu do radar quando sobrevoava o Canal da Mancha, em direção a Cardiff, na segunda-feira à noite.

Um ex-capitão de porto de Guernsey disse que a busca equivalia a "procurar uma agulha no palheiro quando nem se sabe onde o palheiro está".

O Presidente da Argentina, Mauricio Macri, juntou-se aos apelos da família de Sala para as buscas serem retomadas.

2448 pessoas contribuíram para a angariação de fundos, incluindo Ilkay Gundogan, jogador do Manchester City. Também contribuíram Vahid Halilhodzic (treinador do Nantes), Demarai Gray (jogador do Leicester City), Adrien Rabiot (Paris Saint-Germain) e Corentin Tolisso (Bayern).

Em França foi lançada uma petição para que as buscas oficiais fossem retomadas, petição já com 80 mil assinaturas. Entre os subscritores encontra-se Lionel Messi.

Estas buscas envolveram, até terem sido canceladas, cinco helicópteros e três aviões, os quais gastaram, combinadamente, 80 horas na missão. Também participaram duas embarcações salva-vidas e outros.

O capitão do porto de Guernsey David Barker disse que a decisão de cancelar as buscas foi "difícil" mas justificou-a com o facto de serem "extremamente remotas" as hipóteses de o jogador e o piloto se encontrarem vivos. Barker disse estar "absolutamente confiante" de que nada mais poderia ter sido feito nas buscas.

A zona do Canal da Mancha onde se perdeu o contacto com o avião tem profundidades entre os 50 e os 140 metros, podendo as correntes ir até aos cinco nós (9,2 km/hora).

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