Seis minutos bastaram para o FC Porto desembrulhar o pastel

Portistas bateram esta quarta-feira o Belenenses SAD por 3-0, no Dragão, com golos de Brahimi, Éder Militão e Soares, e reforçaram liderança da I Liga

Em vésperas de dérbi lisboeta e de uma visita a e Guimarães, o FC Porto manteve a distância pontual sobre Benfica (cinco pontos) e Sp. Braga (seis) e cavou um fosso de dez pontos sobre o Sporting, ao vencer o Belenenses SAD esta quarta-feira, no Dragão, por 3-0.

Frente a um adversário que apenas tinha perdido uma vez fora de casa, em Alvalade, e que tem dado nas vistas pelo bom futebol e pela versatilidade tática, Sérgio Conceição avisou que a missão não era fácil mas que cabia aos dragões "desembrulhar esse embrulho".

E a verdade é que os campeões nacionais precisaram de apenas seis minutos para desembrulhar o pastel... do Jamor. Numa demonstração de conhecimento do adversário e disponibilidade física, os portistas aproveitaram um mau passe de Sasso numa tentativa de sair a jogar desde trás para chegar ao golo inaugural, com Corona na recuperação e na assistência e Brahimi na finalização. Quarto jogo consecutivo do argelino a marcar no Dragão.

Pressão alta vs. contra-ataque

Num relvado ensopado, o FC Porto ia forçando o Belenenses SAD a cometer erros no próprio meio-campo defensivo, enquanto os homens de Silas iam dividindo a posse de bola e reagindo através de contra-ataques venenosos sempre que conseguiam sair das zonas de pressão.

Por esta altura, o empate não escandalizaria ninguém, mas foi o conjunto orientado por Sérgio Conceição que chegou a novo golo, desta vez a partir da esquerda, de onde saiu um cruzamento teleguiado de Alex Telles diretamente à cabeça de Éder Militão. Estavam decorridos 29 minutos.

Nem a perder por dois golos os visitantes atiraram a toalha ao chão, continuando a insistir nas saídas rápidas para o ataque durante a segunda parte. No entanto, os azuis e brancos, que até já estavam um pouco em ritmo de descompressão, deram a estocada final através de um cabeceamento certeiro de Soares, na sequência de um cruzamento de Óliver (71').

Nos 20 minutos que restaram, Sérgio Conceição aproveitou para estrear o reforço Wilson Manafá e fazer descansar Corona, Soares e Éder Militão para as batalhas que se seguem.

A vitória portista, além dos três pontos, confirmou várias tendências: sexta receção consecutiva que termina em triunfo e sem golos sofridos frente ao Belenenses; quarta vitória em outros tantos jogos com a equipa de Silas esta época, 24.º jogo seguido sem derrotas em todas as provas, 13.ª vitória consecutiva no Dragão em todas as competições e marcar em todos os jogos oficiais realizados em casa esta temporada.

A figura: Jesús Corona

A fazer uma das melhores épocas em Portugal, se não mesmo a melhor, o extremo mexicano tem acrescentado regularidade ao talento inegável que possui. Desta vez não marcou, mas voltou a serpentear pelo corredor direito e participou nos três golos: No primeiro de uma forma mais direta, com a assistência para Brahimi; no segundo com um passe para Óliver que acabou por desencadear o cruzamento de Alex Telles; e no terceiro com mais um passe para Óliver antes do cruzamento do espanhol para Soares.

Ficha de jogo

Jogo no Estádio do Dragão, no Porto.

FC Porto-Belenenses SAD, 3-0.

Assistência: 21.808 espectadores.

Árbitro: Hélder Malheiro (AF Lisboa).

FC Porto: Casillas; Éder Militão (Wilson Manafá, 80), Felipe, Pepe e Alex Telles; Corona (Otávio, 72), Óliver, Herrera e Brahimi; Marega e Soares (Fernando Andrade, 78)

Treinador: Sérgio Conceição

Belenenses SAD: Muriel; Gonçalo Silva, Cleylton e Sasso; Diogo Viana (Diogo Calila, 74), André Santos, Eduardo (Ljujic, 78), Dálcio e Zakarya; Licá (Kikas, 82) e Henrique

Treinador: Silas

Marcadores: 1-0, Brahimi, 6 minutos; 2-0, Éder Militão, 29; 3-0, Soares, 71.

Disciplina: cartão amarelo para Zakarya (50), Corona (59) e Dálcio (76). Cartão vermelho direto para Gonçalo Silva (86).

Resumo do jogo

Filme do jogo

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