Diogo Jota vestiu a pele de Ronaldo e levou suecos aos desespero

A equipa das quinas venceu a Suécia por 3-0, com dois golos e uma assistência do jogador do Liverpool. Portugal conserva a liderança do grupo 3 da Liga das Nações e vai decidir o apuramento com a França em novembro.

A seleção nacional continua sem perder na Liga das Nações e mantém-se firme na defesa do título conquistado em 2019. Desta vez, venceu a Suécia, em Alvalade, por 3-0, perante 5 mil espectadores, um resultado que permite manter a liderança do grupo 3 com os mesmos pontos que a França, que foi vencer à Croácia, por 2-1.

À partida para este jogo, os suecos devem ter respirado de alívio porque não iam ter pela frente o seu carrasco habitual, Cristiano Ronaldo (sete golos marcados aos nórdicos), que ficou impedido de jogar por estar infetado com covid-19. Só que, desta vez, foi Diogo Jota a vestir a pela de CR7 e a brilhar com dois golos e uma assistência para Bernardo Silva.

A Suécia regressa a casa com os mesmos zero pontos com que chegou a Lisboa e vai agora lutar com a Croácia pela manutenção da Liga A da Liga das Nações. A equipa de Fernando Santos fica agora à espera do jogo com a França, que pode decidir tudo neste grupo.

Bernardo indica caminho para a baliza

Cristiano Ronaldo, em confinamento na sua casa, em Turim, deve ter gostado bastante da forma como a seleção nacional entrou na partida. Aliás, o trio atacante formado pelo seu substituto Diogo Jota, Bernardo Silva e João Félix mostraram logo um grande dinamismo que baralhou a defesa sueca, que não se entendia com a mobilidade do ataque português, que ia sendo servido por João Cancelo na direita e por Bruno Fernandes, como unidade de ligação entre o meio-campo e os homens da frente.

E a verdade é que logo aos quatro minutos, Cancelo tirou um cruzamento à medida da cabeça de William Carvalho que atirou ao poste. Era o cartão-de-visita da equipa das quinas perante as cinco mil pessoas que marcaram presente em Alvalade. Não se pense que a Suécia ficou em sentido, nada disso, uma vez que a velocidade e capacidade técnica de Kukusevski, companheiro de CR7 na Juventus, ia criando alguns embaraços à defesa portuguesa, sobretudo a Raphaël Guerreiro, que não sabia como parar aquele que é, atualmente, o melhor jogador desta seleção sueca.

A Suécia esteve bem perto de abrir o marcador, mas Lustig não aproveitou um corte defeituoso de Pepe e rematou por cima da barra. Mais eficaz foi Bernardo Silva, que aproveitou uma excelente jogada da equipa das quinas, culminada com um passe de morte de Diogo Jota, para abrir o marcador. O jogador do Manchester City voltava aos golos pela seleção, dois anos depois de ter feito um golo na Polónia.

Por essa altura, a França também já ganhava na Croácia, graças a um golo de Griezmann. E os suecos não esmoreceram por estar em desvantagem no jogo, num grupo em que ainda não somaram qualquer ponto e Markus Berg voltou a estar perto de empatar, mas o remate levou a bola a embater no poste. Era um período em que a equipa das quinas sentia problemas em suster a força atacante da asa direita do adversário.

Diogo Jota a marcar, Rui Patrício a defender

A resposta portuguesa apareceu em cima do intervalo, com João Cancelo a fazer um passe longo teleguiado para os pés de Diogo Jota, que no meio de dois suecos, conseguiu ficar isolado, depois foi só rematar para o segundo golo. Era um golpe duro para os suecos, que por essa altura andavam a rondar a baliza portuguesa à procura do empate.

Contudo, a equipa treinada por Jan Andersson veio para a segunda parte com o mesmo empenho e determinação na procura do golo que os relançasse no jogo. E ele só não aconteceu porque Rui Patrício também estava inspirado e com três defesas magistrais manteve a baliza a zero.

Portugal era uma equipa com as suas linhas mais recuadas, à procura de aproveitar o adiantamento sueco para colocar bolas nas costas da defesa e assim voltar a chegar ao golo. E foi assim que Bruno Fernandes descobriu João Félix que, isolado, perdeu o terceiro golo português rematando por cima.

Só que a noite era de Diogo Jota, o substituto de Ronaldo, que aos 72 minutos arrancou de forma imparável para a área e rematou para o fundo da baliza do inconsolável Robin Olson. O jogador do Liverpool encarnou bem a forma de jogar do seu treinador Jürgen Klopp e, qual Sadio Mané ou Mohamed Salah, mostrava os argumentos que um avançado deve ter para ser temido.

Na Croácia, os franceses acabavam também por somar os três pontos graças a um golo de Kylian Mbappé, que mantém as contas do grupo na mesma. França e Portugal somam 10 pontos, com a equipa das quinas na frente devido à melhor diferença de golos. Uma destas seleções estará na fase final da Liga das Nações e no dia 14 de novembro, no Estádio da Luz, realiza-se uma autêntica final entre estas duas seleções, quem vencer garante o apuramento.

FICHA DO JOGO

Estádio José Alvalade, em Lisboa (5 mil espectadores)
Árbitro: Srdjan Jovanovic (Sérvia)

Portugal - Rui Patrício; João Cancelo, Pepe, Rúben Dias, Raphaël Guerreiro; William Carvalho (João Moutinho, 80'), Danilo Pereira, Bruno Fernandes (Renato Sanches, 88'); Bernardo Silva (Daniel Podence, 76'), João Félix (André Silva, 76'), Diogo Jota (Rafa Silva, 88')
Treinador: Fernando Santos

Suécia - Robin Olsen; Lustig (Mattias Johansson, 54'), Pontus Jansson, Lindelöf, Pierre Bengtsson; Kulusevski (Martin Olsson, 88'), Kristoffer Olsson, Albin Ekdal, Claesson; Marcus Berg (Sebastian Larsson, 88'), Quaison (Alexander Isak, 62')
Treinador: Jan Andersson

Cartão amarelo a Albin Ekdal (36'), Diogo Jota (52'), Kristoffer Olsson (57'), Pontus Jansson (62'), Marcus Berg (79'), Bruno Fernandes (85')

Golos: 1-0, Bernardo Silva (21'); 2-0, Diogo Jota (44'); 3-0, Diogo Jota (72')

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