Pragmatismo de Keizer vale triunfo sofrido do Sporting

Nani e Bruno Fernandes marcaram na primeira parte e os leões acabaram por vencer o Moreirense, por 2-1, mantendo assim o atraso para a concorrência

O Sporting entrou com o pé direito na segunda volta da I Liga ao garantir este sábado, em Alvalade, um triunfo difícil frente ao Moreirense por 2-1. Foi uma partida muito intensa na primeira parte, altura em que a equipa de Marcel Keizer construiu o triunfo, tendo depois mostrado uma abordagem diferente após o intervalo, uma vez que privilegiou a segurança defensiva para bloquear o bom futebol daquela que tem sido a equipa sensação do campeonato.

Salvaram-se os três pontos que permitem aos leões manter o atraso de oito pontos em relação ao líder FC Porto, os três para o Benfica e os dois para o Sp. Braga.

O treinador do Sporting promoveu duas alterações no onze que venceu o Feirense na Taça de Portugal, com as entradas do guarda-redes Renan Ribeiro e do extremo Diaby, enquanto Ivo Vieira foi obrigado a fazer duas alterações na defesa com as entradas do defesa direito D'Alberto para o lugar do castigado João Aurélio e de Iago Santos, que ocupou a vaga de Ivanildo Fernandes, que não pode alinhar por estar emprestado pelos leões.

E os primeiros minutos mostraram um Sporting a todo o gás à procura de chegar à vantagem e um Moreirense algo desorganizado defensivamente. Foi precisamente numa falha de marcação, na sequência de um canto de Acuña, logo aos três minutos, que Nani abriu o marcador.

O golo ainda atordoou ainda mais os minhotos, que viveram alguns momentos de aflição sobretudo com as aparições de Nani, Bruno Fernandes e Diaby na área. Adivinhava-se que o Sporting conseguisse aumentar a vantagem a qualquer momento, apesar de não ser aquela equipa avassaladora de futebol ao primeiro toque característica dos primeiros jogos sob as ordens de Marcel Keizer. É certo que o Moreirense não era uma equipa encolhida no seu meio-campo, pois saía regularmente para o ataque de forma bem organizada, como tem sido hábito, mas a instabilidade defensiva não deixava a equipa confortável no jogo.

A consequência disso foi o segundo golo do Sporting, da autoria de Bruno Fernandes, na sequência de uma jogada em que Diaby e Ristovski estiveram perto de marcar, acabando por ser o médio a finalizar na recarga a uma defesa de Jhonatan, que desta vez fez o que podia, depois de ter ficado a sensação de que poderia ter feito mais no primeiro golo.

O pragmatismo de Keizer

A partir desse momento o jogo mudou. O Moreirense, sem nada a perder, começou a rondar mais a área do Sporting, que baixou as suas linhas na procura de voltar a causar estragos em saídas rápidas para o contra-ataque. Chiquinho ameaçou primeiro com um remate de fora da área e já depois de Bas Dost ter falhado um remate que poderia ter dado novo golo foi Heriberto Tavares a finalizar um cruzamento de Chiquinho na sequência de uma bela jogada de entendimento do ataque dos cónegos.

Estava relançada a segunda parte, tendo em conta que os visitantes reentravam na discussão do resultado. Só que após o intervalo, surgiu um Sporting bem diferente, mais pragmático, com mais preocupações defensivas a pensar mais em conservar a vantagem do que em aumentá-la. A velocidade do jogo baixou drasticamente, até porque ao contrário do que se esperava, os leões nunca conseguiram usar a velocidade dos seus alas para criar oportunidades para matar o jogo, o que lhe valeu alguns assobios por parte dos seus adeptos.

A equipa do Moreirense mostrou então as qualidades que lhe permitiram estar no 7.º lugar após a melhor primeira volta da sua história, com um futebol apoiado, sempre à procura da entrada dos alas na área leonina, embora sem a objetividade que exibiu noutras partidas no último passe. E isso deve-se muito à solidez da defesa sportinguista, onde Mathieu foi um gigante, bem acompanhado por Mathieu.

A FIGURA - Marcos Acuña

Foi dos pés do defesa-esquerdo argentino que saiu o primeiro golo com um canto bem medido para Nani marcar de cabeça. É verdade que durante a primeira parte sentiu alguns problemas em parar Arsénio, mas quase sempre levou a melhor, terminando o jogo com 14 recuperações de bola. Em situações de ataque foi o mais perigoso, através dos seus cruzamentos quase sempre bem medidos. A sua raça a e competitividade foram essenciais na segunda parte para que o Moreirense não causasse estragos.

Veja aqui o resumo da partida

FICHA DO JOGO

Estádio José Alvalade (30 121 espectadores)
Árbitro: Rui Costa (Porto)

Sporting: Renan Ribeiro; Ristovski, Coates, Mathieu, Acuña; Gudelj, Bruno Fernandes, Wendel (Petrovic, 84'); Diaby, Bas Dost, Nani (Raphinha, 68')
Treinador: Marcel Keizer

Moreirense: Jhonatan Luiz; D'Alberto, Halliche, Iago Santos, Rúben Lima; Loum, Fábio Pacheco (David Texeira, 82'); Arsénio (Nenê, 67'), Chiquinho, Pedro Nuno (Bilel Aouacheria, 67'); Heriberto Tavares
Treinador: Ivo Vieira

Cartão amarelo a Chiquinho (54'), Gudelj (55'), Iago Santos (83) e Ristovski (90'+3)

Golos: 1-0, Nani (3'); 2-0, Bruno Fernandes (26'); 2-1, Heriberto Tavares (34')

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