Golpe de mestre Horta coloca Braga de Rúben Amorim em festa

Os bracarenses conquistaram a segunda Taça da Liga do seu historial com um golo marcado nos instantes finais. Um duro golpe para o FC Porto que entrou numa crise de consequências imprevisíveis... Sérgio Conceição já abriu a porta à saída.

Foi no último suspiro e de forma dramática que o Sporting de Braga conquistou a segunda Taça da Liga da sua história, ao vencer o FC Porto, por 1-0. O golo apareceu no último minuto do tempo extra, num último esforço bracarense para evitar o desempate por penáltis. O herói foi Ricardo Horta, que apareceu no sitio certo no momento exato para finalizar um remate de Fransérgio, que desviou na defesa portista.

Acabou por ser um justo prémio para uma equipa que entrou muito bem na partida e depois soube sofrer até ao momento de desferir o golpe fatal. E que dizer de Rúben Amorim? Um treinador que foi alvo de vários ataques por não ter o IV Nível que o habilita a treinar equipas da I Liga e que, aos 34 anos, vence o primeiro troféu e logo ao quinto jogo à frente do Sp. Braga. E mais: o jovem técnico venceu todos os jogos no comando técnico dos arsenalistas e logo por duas vezes frente ao FC Porto (a primeira há uma semana para o campeonato no Dragão) e uma vez ao Sporting na meia-final da Taça da Liga. É obra.

Os bracarenses conquistam o quarto troféu da sua história, contabilizando duas Taças de Portugal e duas Taças da Liga, sendo que três das quatro finais vitoriosas foram frente aos dragões.

Derrota com consequências imprevisíveis no Dragão

O FC Porto continua a malapata com a Taça da Liga, que tanto desvalorizou quando esta competição foi criada. Perdeu este sábado a quarta final, sendo que duas delas foram precisamente com os bracarenses.

E tal como no ano passado, quando perdeu a final com o Sporting no desempate por penáltis, deixa o Estádio Municipal de Braga com um sabor amargo, que poderá ter consequências imprevisíveis para o que resta da temporada.

Para já, o treinador Sérgio Conceição colocou no final da partida o seu lugar à disposição do presidente Pinto da Costa. O técnico portista perdeu a terceira final consecutiva no comando dos dragões, sendo que as duas anteriores foram com o Sporting no desempate por penálti, e na I Liga está com um atraso de sete pontos para o líder Benfica. O momento é, por isso, bastante difícil.

Duas bolas na barra e Alex Telles decisivo

Foi um jogo que teve um início excelente, com as duas equipas com estratégias muito parecidas e que passavam por pressionar muito alto a construção de jogo dos adversários. O jogo tornou-se muito competitivo, emocionante e com as oportunidades a surgirem junto das duas balizas.

Os bracarenses entraram mais fortes, aproveitando algumas dificuldades no posicionamento defensivo do FC Porto, que lhe permitiam explorar a velocidade dos homens da alas, nomeadamente Ricardo Horta na direita e Galeno na esquerda, que procuravam constantemente as costas da defesa portista. Foi num desses lances que Ricardo Horta surgiu a rematar à barra, tendo a bola sobrado para Paulinho que rematou, mas a bola foi cortada no momento certo por Alex Telles.

O defesa-esquerdo foi a grande figura dos dragões naquele que foi o melhor período dos bracarenses, pois voltou a negar o golo quando cortou outras duas sitações de Ricardo Horta (13 e 27 minutos). Aos poucos, o FC Porto foi acertando as marcações e subiu mais no terreno e começou a surgir mais perto da baliza de Matheus. Luis Díaz foi o primeiro a dar o sinal, mas a grande oportunidade surgiu aos 38 minutos quando Jesús Corona surgiu na cara do guarda-redes bracarense, não conseguiu marcar, mas na recarga Soares atirou à barra.

Jogo mais fechado até ao golpe fatal

O segundo tempo foi diferente. Um FC Porto mais dominador, com o Sp. Braga mais recuado no terreno mas já sem conseguir sair para o contra-ataque. Só que a equipa de Sérgio Conceição, apesar de criar vários lances de ataque, só ameaçou a baliza contrária através de cruzamentos e por duas vezes Marcano e Soares cabecearam para as mãos de Matheus.

O jogo foi menos espetacular depois do intervalo, não só pelos acertos táticos dos dois treinadores, mas também pelas más condições do relvado que provocou várias escorregadelas dos jogadores e pelo desgaste físico que as equipas já acusavam.

Só que o último suspiro do jogo pertenceu ao Sp. Braga já em tempo extra, primeiro quando Raúl Silva cabeceou à barra na sequência de um livre e depois, num lance de insistência, Fransérgio apareceu sozinho à entrada da área, a bola desviou num defesa portista e apanhou Ricardo Horta que, vindo de trás, rematou para o fundo da baliza de Diogo Costa.

O lance ainda foi ao VAR, mas na realidade não havia fora-de-jogo e a festa rebentou entre os bracarenses. Estava conquistada a segunda Taça da Liga e o quarto troféu nos seus 99 anos de história.

A Figura - Ricardo Horta

Foi o herói da final da Taça da Liga, marcando o quatro golo nesta competição nos instantes finais. E como ele merece esta distinção por ter sido o jogador mais perigoso através da sua velocidade, que lhe permitiu estar nas melhores ocasiões da sua equipa, uma delas um belo remate à barra. Além disso, é preciso sublinhar o trabalho defensivo que fez, vindo várias vezes atrás recuperar bolas. Uma menção especial a Fransérgio, um trabalhdor incansável que esteve na origem do golo bracarense.

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FICHA DO JOGO

Estádio Municipal de Braga (23 794 espetadores)
Árbitro: Luís Godinho (Évora)

Sp. Braga - Matheus; Ricardo Esgaio, Vítor Tormena (Wallace, 56'), Bruno Viana, Raúl Silva, Nuno Sequeira; Fransérgio, João Palhinha (João Novais, 90'); Galeno (Trincão, 50'), Paulinho, Ricardo Horta
Treinador: Rúben Amorim

FC Porto - Diogo Costa; Jesús Corona, Mbemba, Marcano, Alex Telles; Otávio, Sérgio Oliveira (Romário Baró, 71'), Danilo Pereira (Mateus Uribe, 74'), Luis Díaz; Marega (Wilson Manafá, 78'), Soares
Treinador: Sérgio Conceição

Cartão amarelo a Sérgio Oliveira (19'), Otávio (30'), João Palhinha (64'), Raúl Sílva (68'), Jesús Corona (73'), Romário Baró (81'), Bruno Viana (81') E, Mateus Uribe (90'+3)

Golo: Ricardo Horta (90'+6)

FILME DA PARTIDA

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