Contratos do Benfica: Liga faz queixa-crime, FPF apela à PGR

A divulgação na internet dos contratos dos avançados Ferreyra e Castillo levou o Benfica a apresentar uma queixa-crime contra Liga e Federação. Liga responde na mesma moeda, Federação pede intervenção da PGR

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, solicitou esta quarta-feira à Procuradoria Geral da República (PGR) que averigue a divulgação dos contratos de dois jogadores do Benfica, após queixa do clube, disse fonte federativa.

Além da solicitação de Fernando Gomes, também a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) pretende ver esclarecido o caso, tendo anunciado, em comunicado, que vai "avançar com uma queixa-crime com vista às perícias e auditorias de entidades com competência amplamente reconhecida para o efeito".

O Benfica anunciou que iria apresentar uma queixa contra LPFP e FPF pela fuga de informação dos contratos dos jogadores Ferreyra e Castillo, que foram divulgados na terça-feira num blogue que tem revelado documentos e e-mails do clube.

Inicialmente, os encarnados tinham também incluído a FIFA e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), mas revelaram que, depois de analisados os documentos, os mesmos não estariam na origem das fugas.

Entretanto, a Liga esclareceu, no mesmo comunicado, ser um organismo que trabalha "com Certificação de Qualidade pela norma ISO 9001/2015, sendo a primeira liga profissional de futebol a obter tal chancela", e explicou que "a plataforma Transfer está em vigência há várias temporadas desportivas, sendo que nos últimos dois anos todo o registo e inscrição de jogadores fez-se exclusivamente por esta via".

Embora justifique que aquela plataforma "tem agregado um sistema de segurança elevadíssimo, que é auditado por entidade externa e independente", a Liga, "na sequência dos alertas ontem [terça-feira] tornados públicos, entendeu reforçar os níveis de segurança dos seus sistemas e plataformas, já de si com padrões securitários elevados".

Segundo a Liga, os primeiros resultados "concluíram que os ficheiros exibidos na internet não são os mesmos rececionados" pelos serviços da Liga e que foram posteriormente enviados para a FPF e que "as fragilidades identificadas pelo relatório da FPF tornado público são recíprocas, uma vez que foram combinadas e estabelecidas entre as duas entidades".

A Liga conclui que, "apesar das auditorias em curso no organismo que tutela o futebol profissional, não será possível determinar a fonte de outros documentos e ficheiros entre os que foram tornados públicos terça-feira e quarta-feira, na medida em que são documentos não processados nem rececionados pelos serviços, dizendo apenas respeito a procedimentos obrigatórios junto dos serviços da FPF e da FIFA

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