Comité Olímpico pondera Jogos nos meses de março e abril

O COI, em conjunto com o governo do Japão, está a analisar a possibilidade de os Jogos de Tóquio 2020 se realizarem na primavera. Federações estão a ser consultadas.

O governo do Japão e o Comité Olímpico Internacional (COI) estão a analisar a possibilidade de realizar os Jogos Olímpicos de Tóquio na primavera de 2021, mais concretamente entre os meses de março e abril.

O objetivo é tomar uma decisão sobre as novas datas nas próximas três semanas, de acordo com a imprensa japonesa. Desde que, na passada terça-feira, foi decidido o adiamento dos Jogos, depois de uma enorme pressão de atletas e federações, as partes iniciaram conversações tendo partido da premissa que o evento teria de ser realizado antes do verão de 2021.

Isso mesmo foi revelado por fontes próximas do COI ao jornal japonês Nikkei, que revela estarem a ser efetuadas consultas junto das diversas federações internacionais.

Para já, as organizações desportivas analisaram as diferentes possibilidades numa videoconferência realizada esta quinta-feira, durante a qual várias federações apoiaram a realização dos Jogos Olímpicos na primavera para evitar o calor intenso que é característico do verão em Tóquio. Já outros participantes propuseram o outono como uma opção, de acordo com uma notícia da cadeia de televisão estatal japonesa NHK, que revelou ainda ter Thomas Bach, presidente do COI, assumido o prazo de três semanas para tomar uma decisão sobre as novas datas.

Seiko Hashimoto, ministro japonês encarregado dos Jogos Olímpicos, afirmou que "existem problemas que têm de ser resolvidos no calendário de 2021" devido às competições internacionais já previstas para o verão. "As datas serão definidas após ouvir a opinião do COI, do governo de Tóquio e do comité organizador. Seguiremos de perto todo esse processo para colaborar na tomada da melhor decisão possível", afirmou o ministro.

Por sua vez, Yuriko Koike, governador de Tóquio, já veio dizer que a decisão das novas datas terá de ser tomada "de acordo com a viabilidade do cronograma e a disponibilidade dos locais", lembrando que neste momento a sua prioridade é "impedir a propagação de infeções por coronavírus" na capital japonesa.

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