Comité Olímpico pediu ao Governo para salvaguardar os atletas olímpicos

Um eventual adiamento dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020, por enquanto, não está em cima da mesa. E por isso os atletas, dentro das limitações, têm de continuar a treinar.

O Comité Olímpico de Portugal revelou nesta quarta-feira que pediu ao Governo para salvaguardar "a situação particular dos atletas e técnicos no âmbito da preparação olímpica", dentro das medidas restritivas a adotar para combater a covid-19.

Em comunicado, o COP dá conta do resultado da reunião realizada na terça-feira (dia 17) por videoconferência com o presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, e os presidentes dos Comités Olímpicos Nacionais, na qual foi confirmada a manutenção das datas previstas para a realização dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020. Desta reunião, resultou uma perceção de que a decisão quanto a um eventual adiamento não acontecerá agora, permitindo voltar a acertar os formatos dos processos de qualificação ainda pendentes, de acordo com as orientações estabelecidas no comunicado publicado pelo COI após a reunião com as Federações Desportivas internacionais", pontua.

A entidade olímpica portuguesa detalha que, alertado para as desigualdades que as medidas de contenção da pandemia da covid-19, distintas de país para país, poderiam originar na preparação e, inclusive, na qualificação dos atletas olímpicos, o COI defendeu que "devem ser os Governos e os comités olímpicos nacionais dos países com as referidas limitações a encontrar soluções alternativas para os atletas e técnicos, protegendo em primeira instância a sua saúde e acautelando as regras de segurança no âmbito da saúde pública".

Nesse sentido, o COP "comunicou ao Governo o resultado desta reunião e procurou sensibilizá-lo para que, no âmbito de eventuais medidas restritivas a adotar, se possa salvaguardar a situação particular dos atletas e técnicos no âmbito da preparação olímpica, atendendo sempre à proteção dos referidos interesses da saúde pública e pessoal".

O COI reiterou na terça-feira (dia 17) o "comprometimento completo" com a realização dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 nas datas previstas, de 24 de julho a 9 de agosto, por não existir "necessidade de quaisquer decisões drásticas". "O COI continua completamente comprometido com os Jogos Olímpicos Tóquio 2020 e, com mais de quatro meses antes do arranque dos Jogos, não há necessidade de quaisquer decisões drásticas neste momento; qualquer especulação será contraproducente", pode ler-se num comunicado do organismo, em resposta a rumores de que o evento será cancelado ou adiado devido à pandemia de covid-19.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, propôs esta quarta-feira ao parlamento a declaração do estado de emergência em Portugal devido ao surto de coronavírus. O primeiro-ministro, António Costa, já confirmou que o Governo apoia a decisão do Presidente da República de decretar o estado de emergência.

A pandemia do covid-19, já infetou mais de 200 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8200 morreram. Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou nesta quarta-feira o número de casos confirmados de infeção para 642, mais 194 do que na terça-feira. O número de mortos no país subiu para dois. Dos casos confirmados, 553 estão a recuperar em casa e 89 estão internados, 20 dos quais em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI). O boletim divulgado pela DGS assinala 5067 casos suspeitos até quarta-feira, dos quais 351 aguardavam resultado laboratorial.

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