Bruno Lage: "Weigl vai ao encontro do que queremos para a equipa"

O treinador do Benfica explicou aquilo que o médio alemão pode dar à equipa, admitiu que alguns jogadores podem deixar o clube e virou atenções para o jogo deste sábado em Guimarães, para o qual quer o conta-quilómetros a zero para voltar às boas exibições e às vitórias.

Bruno Lage mostrou-se esta sexta-feira satisfeito pela contratação de Julian Weigl ao Borussia Dortmund, um médio que considera ser "um grande jogador que se junta a uma grande equipa, recheada de grandes jogadores". Sobre aquilo que pode acrescentar à equipa, o treinador do Benfica deixou pistas claras: "É um médio com uma enorme capacidade de construção, que vai ao encontro do que queremos para a equipa, que passa por construir a partir de trás com bola, ter o domínio e ser forte no equilibro defensivo."

O técnico encarnado admitiu tratar-se de "uma boa contratação", mas que não implica uma mudança de paradigma naquilo que é a aposta na formação. "Desde que cá cheguei disse que queria um plantel curto, competitivo e equilibrado. Temos der olhar primeiro na nossa formação, lembro que há um ano chegaram quatro da equipa B, e ao mesmo tempo ter uma perspetiva de mercado semelhante a esta. Na prática, é dar a continuidade daquilo que nós queremos", disse, explicando como funciona a abordagem ao mercado: "Reunimos frequentemente para analisar os nossos jogadores e a partir daqui temos de olhar para tudo, a nossa academia e as oportunidades de mercado como foi no caso de Chiquinho, Raúl de Tomás, Vinícius e agora Weigl."

"A nossa visão tem de ser criar um plantel para sermos muito competitivos em todas as competições. E é preciso enaltecer o trabalho que foi feito pelo nosso presidente e pelo Rui Costa para convencer o Julian Weigl a integrar os nossos quadros. Às vezes o mais difícil é convencer este tipo de jogadores a vir jogar para Portugal. Há seis meses indiquei um jogador que não conseguimos, por várias razões, mas que no final do ano foi considerado o melhor jogador da posição no país onde joga", revelou sem querer revelar a identidade desse futebolista, garantindo apenas que o Benfica tem "consciência do que pretende fazer e do plantel que quer".

Questionado sobre a obrigatoriedade de surgirem saídas do plantel tendo em conta o excesso de jogadores para o meio-campo, Bruno Lage garantiu que "não é obrigatório alguém sair, mas é importante os jogadores estarem felizes". E nesse sentido reforçou a sua ideia: "Queremos ter um plantel mais curto, porque temos jogadores que podem desempenhar várias funções e para que possamos tirar melhor partido de todos os jogadores. Ás vezes, ter mais de duas opções para a mesma posição torna-se difícil dar oportunidades justas para cada um deles disputar o lugar com o colega."

Um dos nomes apontados à saída é Gedson Fernandes, que estará a ser cobiçado pelo West Ham. Contudo, Bruno Lage não assumiu essa possibilidade: "Os jogadores do Benfica tem sido apontados a vários clubes e isso revela a qualidade dos nossos jogadores e do trabalho que fazemos. Mas continuo a dizer que a felicidade é muito importante, mas o Gedson nunca falou comigo sobre esse assunto."

Em Guimarães com o "conta-quilómetros a zero"

No dia em que faz um ano que assumiu o comando da equipa principal do Benfica, Bruno Lage preferiu abordar o futuro. "O balanço já foi feito várias vezes. Este é o momento de olhar para o conta-quilómetros, carregar no botão e começar tudo do zero. É um recomeço para o qual temos de estar muito bem porque é frente a um adversário muito difícil", disse, admitindo que as miniférias de Natal foi "a oportunidade de descansar", embora tenha admitido que "algum tempo sem treinar pode condicionar um pouco", algo que no entanto se mostra convencido que não irá acontecer: "Pelo que fizemos no regresso aos treinos, acredito que a equipa está concentrada e motivada para voltar às boas exibições e às vitórias."

Bruno Lage considera o V. Guimarães "uma excelente equipa, com um excelente treinador que tem um passado que fala por si". "Já jogámos com eles na Taça da Liga e foi muito equilibrado. Vi os jogos que fizeram com o Sporting, com FC Porto não por causa da expulsão nos minutos iniciais que condicionou a partida, com o Paços de Ferreira, Gil Vicente, Arsenal e Famalicão, e trata-se de uma equipa muito competitiva, que gosta de ter a bola e colocar problemas ao adversário. Por isso, temos de estar a top para termos boa entrada no ano", frisou, anunciando que ainda não irá contar com Rafa Silva porque "precisa de maior tempo de treino", embora André Almeida já entre nas suas contas.

Sobre o clássico de domingo entre Sporting e FC Porto, o técnico benfiquista não quis fazer qualquer prognóstico. "Não consigo prever o futuro e aquilo que vou torcer é para escolher a melhor equipa para vencer em Guimarães", frisou, antes de dizer que ficou "surpreendido" pelo facto de no treino aberto realizado no primeiro dia do ano terem estado mais de 20 mil pessoas: "Deixa-nos de coração quente, mas ao mesmo tempo de cabeça fria e com a mentalidade daquilo que é preciso ser feito neste novo ano."

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