Bruno Lage: "Estes são os jogos que fazem as equipas campeãs"

O treinador do Benfica admitiu que a sua equipa não fez um grande jogo, falou da paragem para as seleções e da aproximação da Champions, terminando a destacar a "oportunidade que a vida deu a Taarabt".

Bruno Lage, treinador do Benfica, admitiu que a sua equipa não fez um jogo brilhante frente ao Gil Vicente, que acabou por vencer por 2-0.

"É sempre muito difícil fazer a mudança depois de jogos internacionais. O que mais me preocupa são aqueles que não jogam, pois ficam 12 ou 14 dias sem jogar. Por aquilo que tive a oportunidade de verificar, vencemos o nosso jogo, mas a nível internacional houve muitas equipas que perderam pontos", disse, para depois deixar uma certeza: "Este tipo de jogos são aqueles que fazem as equipas campeãs."

Sobre o jogo, admitiu que a sua equipa teve "uma entrada muito forte, com uma tentativa de Ferro outra de Pizzi". "O Gil Vicente fechou o jogo interior e a nossa estratégia passava por ir à largura, pelas laterais, para atrair jogadores no corredor. O nosso primeiro golo foi assim e trabalhámos até à exaustão esses movimentos. Chegámos a vencer ao intervalo, com mérito. Na segunda parte, pretendia que a equipa fosse mais consistente, mas depois do 2-0 senti que a equipa tinha o jogo na mão. Neste tipo de jogos temos de entender que temos de vencer."

A surpresa na utilização de Fejsa: "São situações que acontecem no fecho do mercado. A partir do momento em que fecha temos de contar com os que cá ficam. Os jogadores dão sinais que querem continuar e continuamos a acreditar que continuará a dar aquilo que deu ao longo dos anos na equipa."

Os golos de Pizzi: "Não estou surpreendido. Para além da qualidade individual é um jogador que aparece muitas vezes em situações de golo. Hoje, ele sentiu que a bola iria cair ali e fazer o golo. Quanto aos dois avançados, Raúl de Tomás estava em posição para marcar e surgiu um golo na própria baliza."

A seca de Raúl de Tomás: "Ele tem de ter essa ansiedade de querer marcar um golo. É como quando fazemos o avião com a papinha para um bebé e depois tiramos-lhe boca: ele fica irritado. Neste caso, ele estava duas vezes preparado para marcar e apareceu alguém a impedir. Imagina a oportunidade de ter um golo, em que era só encostar, e aparece um adversário a marcar. É natural que tivesse ficado insatisfeito."

Sobre Adel Taarabt: "Dá-me gosto que os adeptos aplaudam o Taarabt ou qualquer outro. Ao Adel também me dá pela história de vida dele, ao perceber que a vida e o Benfica lhe deram uma nova oportunidade. E o que vejo é que ele é um homem feliz e determinado em refazer a sua carreira. Regressou da seleção como capitão e acho que ainda vai a tempo de deixar a sua marca."

Vítor Oliveira: "Fomos uma equipa bem organizada"

Vítor Oliveira, treinador do Gil Vicente, admitiu que a sua equipa esteve "bem defensivamente". "Fomos uma equipa sempre bem organizada, cometemos duas falhas. A primeira que deu origem à grande penalidade, na qual o Denis fez uma excelente defesa e depois outra que Denis conseguiu resolver. E pouco mais o Benfica fez na primeira parte. Sofremos aquele golo num lance que estávamos alertados. O 1-0 foi um tónico muito forte para o Benfica. Na segunda parte tentámos entrar com maior velocidade com a entrada de Romário Baldé. Não funcionou."

O técnico gilista admitiu depois que tentou aproveitar o facto de o Benfica ter o jogo da Champions na terça-feira: "Todas as equipas que participam nas competições europeias ficam com a atenção dividida. Mas isso não funcionou. Tivemos três oportunidades muito boas. Não conseguimos concretizar nenhuma delas. Foi nítido azar e também mérito do guarda-redes. Jogámos sem medo, conseguimos bloquear o caudal ofensivo do Benfica, mas tivemos algum medo nas saídas para o ataque."

Vítor Oliveira destacou ainda o jogo de Adel Taarabt que, segundo ele, "foi um jogador muito importante na vitória do Benfica".

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